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Saúde Vocal do Professor



A classe de professores é uma das mais prejudicadas, profissionalmente, quanto a alguns problemas de saúde, principalmente no que diz respeito à voz.

A rotina diária de trabalho, de seis a oito horas falando sem parar, pode causar problemas que precisam ser levados em consideração, como calos nas cordas vocais, perda da intensidade da voz, rouquidão, ensurdecimento, cansaço e fadiga, etc.

Na própria graduação, deveriam ser colocados dentro de metodologia de ensino ou em biologia tópicos sobre os problemas de saúde acarretados pelo exercício da profissão, como nas cordas vocais, problemas de coluna e de circulação, alergias e outros, como uma proposta preventiva aos mesmos.

Através de profissionais fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outras especialidades, desenvolver um trabalho preventivo a fim de ajudar no exercício da profissão de forma saudável, evitando maiores problemas no futuro.

Aprender as técnicas vocais adequadas é importante, pois segundo especialistas, uma prática vocal correta não prejudica a voz, pelo contrário, torna os músculos do aparelho vocal mais fortalecidos.

Dentre as reclamações mais comuns, podemos encontrar as de rouquidão, dor na traqueia, garganta raspando, sensação de ter sempre uma bolinha na garganta e falhas na voz.

Além desses, o estresse emocional, causado pelas falhas na voz que prejudicam o rendimento do professor, também é considerado um fator agravante do problema. A pressão em ter que falar, em ter que dar conta do trabalho leva o profissional a ter outros problemas, de ordem psicossomática.

Uma pesquisadora de Campinas/SP desenvolveu um trabalho em algumas escolas públicas e particulares, onde pôde observar que os maiores causadores das patologias na voz são: falar virado para o quadro, aspirando o pó de giz; falta de ventilação adequada, que também gera um aumento da respiração de pó de giz; tentar sobrepor às vozes dos alunos; falar por muitas horas seguidas; etc.

Esses problemas são de fácil solução, desde que as escolas estejam abertas a investir na saúde dos profissionais. A aquisição de quadros brancos e canetas próprias acabam com o problema do giz; salas menores proporcionam uma acústica melhor; a instalação de sistema de som para o uso de microfones, em salas maiores; fazer pausas para a voz e aumentar a ingestão de líquidos podem ser boas tentativas de melhorar a saúde dos profissionais. Além disso, a escola garantirá que não sofrerá perdas com indenizações futuras.

Fazer exames de rotina, em médicos e fonoaudiólogos, fica por conta do profissional, mas como forma de prevenção dos problemas na voz. Estes poderão orientá-los das condições de trabalho que necessitam, além de passar exercícios que irão melhorar o desempenho e garantir a qualidade da voz, sem outros problemas.

Assim como outras doenças, o diagnóstico precoce poderá ajudar a manter a qualidade da voz, evitando os distúrbios nas mesmas.

Dentre os profissionais que apresentam maiores índices de problemas vocais, os professores só perdem para os cantores, sendo seguidos por atores, políticos e radialistas.

Esses profissionais devem estar ligados nesses problemas, evitando que ao longo do exercício da profissão surjam as chamadas disfonias, ou problemas da voz.

Fonte: http://educador.brasilescola.com/orientacoes/voz-professor.htm
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Linguagem no Adolescente e o uso da Internet

Hoje em dia estamos cercados dos mais diferentes recursos tecnológicos, como aparelho celular, caixas eletrônicos nos bancos, internet, entre outros. Nesse contexto, encontram-se os adolescentes que são uma parte da sociedade que está mais familiarizada com essa realidade.

Diante de determinadas situações, como na comunicação pela internet, percebemos que eles pertencem a uma espécie de “tribo”, ao ponto de terem sua linguagem própria, o “internetês”. Em conversas informais pela Internet, o “beleza” vira “blz”; o “beijo” se transforma em “bj” e assim por diante. Usa-se frases curtas e expressivas, palavras abreviadas ou modificadas para que sejam escritas no menor tempo possível – afinal, é preciso ser rápido na Internet.

A vantagem do uso do internetês é que a conversa fica mais natural. Se você entra em uma sala de bate-papo colocando todos os acentos corretos nas palavras, você acaba denunciando que não está acostumado com a Internet. Essa linguagem do mundo virtual foi criada para economizar tempo e espaço. Hoje em dia é usada em mensagens de celulares e em pequenos recados escritos em papel.
A escrita virtual, ou internetês, é extremamente criativa, divertida e capaz de tornar menos frio o ambiente virtual, pois as conversas em ambientes virtuais são tão descontraídas quanto aquelas que temos com os amigos no bar ou no telefone.

O uso do internetês como única opção de linguagem, aí sim é preocupante. O perigo está no fato do usuário só se dedicar a escrever e se comunicar desse modo, em tudo na sua vida. Ainda, essa forma de escrita se torna negativa quando passa a influenciar as produções de texto dos jovens. O problema vai além de “corrigir” as abreviações ou estrangeirismos que aparecem nas produções dos textos, é mais do que isso. Ressaltamos que essa influência é negativa quando passa a atingir o raciocínio dos jovens, que com a utilização constante desse tipo de linguagem, e sem o apoio adequado da escola, vão, aos poucos, limitando seu pensamento, já que, nas salas de bate-papo, os “papeadores” se comunicam através de frases curtas e abreviadas.

A saída é saber impor limites. Como tudo na vida, é preciso ter bom senso e saber a hora de usar as coisas, ou seja, saber adequar o uso dessa linguagem. Esse é o desafio, conseguir se comunicar de acordo com a exigência de cada situação, e para isso, é extremamente importante que a escola esteja atenta e estimule nos jovens o uso adequado da escrita.

Alterações de linguagem escrita que permanecem na adolescência

Crianças que apresentam dificuldades para ler e escrever, assim como dificuldades no raciocínio matemático (fazer contas) e comportamento, pode persistir na adolescência, quando não são adequadamente acompanhados na infância por um fonoaudiólogo, em conjunto com a escola e com a família.

Muitas vezes, essas dificuldades passam despercebidas, e os adolescentes são considerados “burros”, desinteressados e preguiçosos. Porém, essas dificuldades podem ser conseqüências de problemas de método de ensino da escola, problemas familiares ou do próprio adolescente (atenção, memória, problemas emocionais, entre outros).


Se esses problemas escolares continuarem na adolescência, é muito importante que o jovem seja encaminhado para um fonoaudiólogo, para que este receba o acompanhamento necessário.

Fonte: http://fonorientando.wordpress.com
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O Ronco e a Apnéia do Sono: A Contribuição da Fonoaudiologia Brasileira para o Mundo

Resolvi postar essas matéria, devido a tantos questionamentos que me são feitos no decorrer da minha carreira profissional e do meu dia-a-dia clínico. Aqui está a matéria de uma grande profissional que desenvolve seu trabalho em Alagoas. Espero que apreciem e possam tirar suas dúvidas a respeito. Boa leitura!

Abordaremos sobre a realidade que envolve o portador de ronco e ou apnéia do sono e a grande contribuição da fonoaudiologia brasileira em seu tratamento que vem contribuindo de forma significativa com a ciência mundial.

Fga. Dra. Karinne Bandeira, Doutora em Ciências/Oncologia pela FAP-SP, especialista em Motricidade Orofacial pelo Hospital AC Camargo –SP, Diretora da Oralis, Professora da Faculdade de Fonoaudiologia da Uncisal e da Pós-Graduação da Fits.

O ronco e apnéia do sono são considerados hoje como um problema de saúde pública mundial, pois se estima que atinge 30% da população. Durante o sono normal o ar inspirado pelo nariz deve entrar e sair do nosso corpo sem a produção de ruídos ou incômodos na orofaringe e garganta (laringe). O ronco é o som gerado durante a inspiração devido ao estreitamento da via aérea superior fazendo vibrar o tecido mole que faz parte da cavidade oral e orofaringe. A apnéia é a obstrução completa da via aérea pelos tecidos moles com ausência de respiração por mais de 10 segundos provocando a falta de oxigênio no cérebro. Um roncador pode não ser um apnéico, porém um apnéico será sempre um roncador.

A origem do ronco/apnéia do sono possui diferentes causas que pode ser: hipertrofia de adenóide que favorece a presença de respiração oral dia e noite, amígdalas aumentadas, micrognatia de mandíbula e ou maxila impedindo o devido local de repouso da língua empurrando-a para trás, obesidade,mudança corporal após a menopausa para as mulheres, fraqueza muscular da cavidade oral decorrente de idade avançada entre outros fatores.Por esta razão é que o tratamento envolve diferentes profissionais dentre eles: otorrinolaringologia, neurologista, ortodontia e fonoaudiologia. As principais queixas dos roncadores e apneicos são: hipersonolência diurna, irritabilidade e estresse.

A presença de ronco, associada ou não à apnéia, leva a noites mal dormidas prejudicando a arquitetura do sono (Fase REM e Não-REM). A fragmentação do sono decorrente do ronco e da apnéia resulta em fatores de risco que podem causar graves problemas de saúde como o desenvolvimento de hipertensão, infartos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), morte súbita durante o sono, diabetes, impotência sexual, déficit no crescimento pela não liberação do hormônio durante o sono entre outras doenças. Somem-se a isso fatores sociais e emocionais devido ao incômodo causado por quem ronca. Muitos casais referem não conseguir dormir com seu esposo ou esposa devido à presença indesejável do ronco, pois este não prejudica apenas o sono de quem sofre desse mal, mas do acompanhante também. O roncador/apneico também pode evoluir com dificuldade de memória, dificuldade de aprendizagem e de concentração pelas noites mal dormidas

A apnéia passa a preocupar quando ocorre mais de 5 vezes por hora de sono, sendo considerada neste estágio como discreta. Quando ultrapassa as 15 ocorrências é considerada moderada. Porém, quando passa dos 30 registros por hora de sono, o caso é considerado grave. Em todas as situações, o ronco incomoda e causa transtornos no convívio familiar ou pessoal.

Quando a apneia é detectada, um dos tratamentos está o uso de uma máscara durante toda a noite chamada de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) que auxilia na entrada de ar, ou ainda a retirada mediante cirurgia de tecidos da região do palato mole, parte posterior da boca popularmente chamado de “sino que vibra”. A grande novidade na possibilidade de tratamento está a fonoterapia miofuncional oral.

Independente dos fatores que dão origem ao surgimento do ronco e da apnéia, os músculos da cavidade oral e orofaringe evoluem com fraqueza muscular que deve ser trabalhados com a fonoaudiologia. O objetivo do tratamento é tonificar os músculos e ampliar o espaço da via aérea superior. Esse conhecimento foi adquirido através do estudo pioneiro da Fga Dra Kátia Guimarães de São Paulo e já publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

No referido estudo, a autora dividiu os pacientes em 2 grupos de roncadores moderados independente da causa. Um grupo fez exercício respiratório e uso de soro no nariz, e o outro grupo fez exercício de motricidade orofacial para fortalecimento muscular. Todos os pacientes foram submetidos a polissonografia e outras avaliações objetivas e numéricas. Após 3 meses foi observado que apenas o grupo que fez fonoterapia apresentou melhora significativa dos parâmetros alterados. Houve uma redução do índice de apnéia por hora de sono em 40%, mudança de grau de moderado para leve em 60% dos casos e redução da intensidade do ruído de muito alto para respiração normal.

Para os casos moderados e leves de origem exclusivamente por fraqueza muscular tem grande sucesso terapêutico com a eliminação dos sintomas. Para os casos graves, observa-se redução do número das apnéias, melhora na qualidade do sono e possivelmente redução dos parâmetros do CPAP. No entanto vale ressaltar que o sucesso do tratamento fonoaudiológico está na adesão do paciente as orientações do profissional na realização dos exercícios em casa, para que ocorra a mudança muscular desejada e assim reduza ou elimine os sintomas do ronco e apnéia.

Em Alagoas essa modalidade de tratamento vem sendo realizado por mim, na clinica da Faculdade de Fonoaudiologia da Uncisal juntamente com os alunos do curso de Fonoaudiologia e em meu consultório. A maioria dos pacientes apresenta queixas de ronco intenso, com nota 9-10 (numa escala de 0 a 10, sendo 10 pior intensidade), e já tivemos casos de em uma semana de terapia reduzir para nível 3, e outros que com 2 meses apresentou ausência dos sintomas. Lembramos que após alta fonoaudiológica se faz necessário a realização de exercício por toda a vida para a manutenção do tônus muscular, caso contrário a flacidez retornará assim como o sintoma.

É importante ressaltar que o ronco e a apnéia do sono não é brincadeira, não é engraçado. É sim um problema de saúde grave e precisa ser tratado. Se você conhece alguém oriente-o a procurar ajuda.



Fonte: http://tudoglobal.com/fonoesaude/tag/fonoaudiologia
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Atividade de Sucessor e Antecessor para Pré-Escola

Aqui vai uma atividade para vocês!
Cedida pelo Mundo da Alfabetização!!!





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A aquisição da escrita e os pré-requisitos essenciais


A linguagem escrita é uma das múltiplas linguagens de expressão da criança, devendo, com isso, ser tratada como objeto de conhecimento no contexto das demais linguagens.

Sendo a linguagem escrita uma expressão que exige habilidades e competências, e a aquisição dessa linguagem, por conseguinte, exige a aplicação de uma metodologia de trabalho, a pergunta que não consegue se calar em nossa mente agitada de educador seria a seguinte: qual é o melhor método para esse aprendizado? O que vem antes, a leitura ou a escrita? Por onde começar? A questão exige uma reflexão. Você consegue lembrar quando foi alfabetizado(a)? Por quem foi alfabetizado(a)? Você sabe se primeiro teve que escrever? Ou foi o contrário? Você lembra de seu desempenho na educação infantil? Até poderíamos ir mais longe e perguntar se você fez educação infantil. Você lembra se tinha consciência de que o mundo poderia ser lido ou escrito?



Na verdade, cada um vive um processo e encontra o caminho de ler ou escrever o mundo, expressando-se de forma diferente da que se expressava no período da pré-alfabetização.

No contato que temos com os pais e educadores, notamos a existência de uma concepção confusa sobre os objetivos básicos que norteiam o trabalho escolar com as crianças pequenas. Isso certamente acarreta dúvidas, insegurança e angústia. Entre as dúvidas mais freqüentes, temos a questão: seria a educação infantil uma preparação para a alfabetização? Parece que essa incerteza é alimentada pela concepção de que as salas de alfabetização são um espaço físico onde se ensina a ler, a escrever e a fazer contas, isso é, ensina-se Português e Matemática. Pensa-se ainda que a educação infantil nos estágios mais avançados seja uma preparação para essa etapa, ou até mesmo que o 2º estágio seja a classe que cumpre esse objetivo. Ora, a pré-escola é a preparação da criança como um todo. O potencial afetivo, social, cognitivo, emocional, motor etc... da criança será estimulado. Assim, estão sendo preparadas para a realização de outras atividades cada vez mais complexas, desenvolvendo-se a seu tempo, brincando e reforçando habilidades que as tornarão emocionalmente e neurologicamente capazes de adquirirem a escrita.

Nós, educadores, sabemos que a alfabetização significa o domínio da leitura e da escrita, cujo processo é longo. Para que a criança domine a escrita, é necessário que antes ela passe por uma série de etapas em seu desenvolvimento, sendo então preparada para a aquisição da escrita e da leitura. Essas etapas compõem a chamada fase da pré-escola.

Como a alfabetização é um processo complexo para as crianças, é importante respeitar o período preparatório que dará a criança o suporte necessário para prosseguir sem que apresente grandes problemas. Se ela não teve uma boa preparação, poderá, na alfabetização, apresentar dificuldades em relação à orientação espacial ou à coordenação motora fina. Esses dois pré-requisitos são essenciais para o domínio da ferramenta (lápis) que desenhará o contorno das letras. Por isso, não poderemos nos precipitar. O período propício à alfabetização é entre 6 e 7 anos. Segundo Freud é a chamada “fase latente”, que é quando a criança não tem mais interesse em descobrir o corpo, podendo assim se dedicar ao“aprender a escrever e a ler”.

O processo de alfabetização não acontece como um passe de mágica. Levará até 02 anos, dependendo da maturidade da criança, do preparo dos estímulos na escola e em casa. Com certeza, daí por diante, a criança terá que aperfeiçoar a gramática, a compreensão e a interpretação, além da produção de textos. Para que ela chegue a atingir todo esse domínio sobre a escrita, ela necessita também de afetividade, sono, saúde, ótima alimentação e ambiente familiar tranqüilo.

Para que uma criança seja alfabetizada, ela necessita também de ter uma auto-estima elevada, estar bem emocionalmente, ter segurança e saber portar-se em grupo, ter disciplina e limites, e ir, aos poucos, ganhando independência e responsabilidade.
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Atendimento Fonoaudiológico e Psicopedagógico em Dificuldades na Aprendizagem

Nada adiantaria se, no processo corretor o fonoaudiólogo ou o psicopedagogo ensinasse simplesmente o conteúdo escolar: Isto é função do professor particular. O fonoaudiólogo e o psicopedagogo vai através do lúdico (brincadeiras e jogos) estimular a criança a desenvolver suas funções cognitivas, afetivas, emocionais e sociais, para receber o aprendizado de forma tranquila e satisfatória. Através de jogos e brincadeiras, a criança vai adquirindo subsídios para receber a aprendizagem formal. Os jogos e brincadeiras são específicos a cada paciente, levando em conta suas dificuldades, nível cognitivo, idade cronológica e nível escolar.
O professor particular é muito eficiente quando a criança já possui estes subsídios para aprender, e somente necessita de um reforço da matéria; caso contrário, a criança vai necessitar eternamente de um professor particular, e mesmo assim não vai se sair bem, pois ele não tem a base cognitiva, afetiva, emocional e/ou social que necessita para obtenção da aprendizagem.
A brincadeira desempenha uma função vital para criança desenvolver-se em todos os aspectos; é um simbolimsmo que substitui palavras, expressando, através das experiências, a assimilar tudo que vive nas brincadeiras e jogos. Com jogos e brincadeiras, é possível observar e/ou desenvolver muita coisa a respeito da maturidade, inteligência, criatividade, organização, orientação da realidade, atenção e concentração, capacidade para resolução de problemas, habilidades, orientação espacial, nível cognitivo, motricidade, orientação temporal, problemas emocionais, liderança, passividade, hiperatividade, e outros. Resumindo, o trabalho psicopedagógico vai agradar a criança/paciente, por ser lúdico e, ao mesmo tempo, vai fazer com que sonsiga "curar" ou atenuar suas dificuldades de aprendizagem, tornando-as menos ameaçadoras. O número de sessões semanais e o tempo do processo corretor vai variar de acordo com a gravidade de cada caso, podendo levar de 2 a 3 meses a vários anos. Os pais ou responsáveis pelo paciente/criança têm participação ativa neste processo, que na maioria dos casos requer muita compreensão e participação para se fazer o que o psicopedagogo e o fonoaudiólogo orientar para que o sucesso terapêutico desse trabalho possa ocorrer.
Para Piaget, a inteligência é um longo caminho de construção, sendo que desde o nascimento a criança interage, de acordo com as suas possibilidades maturacionais, ativamente com o meio físico e social. Ao interagir com o mundo que a cerca, a criança, necessariamente, vai incorporando e apropriando a realidade, e aprende, gradativamente, através dessa interação, a pensar e a lidar com os desafios que lhe são postos. A linguagem, a formação de conceitos, a socialização, no percurso do desenvolvimento, sofrem grandes e profundas tranformações. Ao abordar estes elementos, que são constituídos na formação cognitiva, Piaget destaca a influência dos jogos e brincadeiras na articulação dos mecanismos mentais da criança. Nesta perspectiva, os jogos não somente expressam o desenvolvimento cognitivo, mas atuam como agentes de tranformação, mudança e incorporação dos conceitos da linguagem e da socialização.

O jogo é uma atividade criativa e curativa, pois permite à criança (re)viver ativamente as situações dolorosas que viveu passivamente, modificando os enlaces dolorosos e ensaiando, na brincadeira, as suas expectativas da realidade (Freud, vol.XX). O efeito terapêutico do jogo está implícito nas observações e pontuações (comentários) do psicopedagogo, agindo no mundo psíquico da criança.

Fonte: Por que meu filho não aprende? (Editora Eko)
Obs: Ótima leitura para pais e professores!!!
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Discalculia



Para muitas crianças, aprender matemática é um sofrimento. Muitos não entendem o que aqueles números estão fazendo ao lado daqueles sinais gráficos e o entendimento se torna muito difícil.
Para algumas pessoas, essa dificuldade pode parecer preguiça ou desinteresse, mas não é bem assim. As crianças com dificuldade em aprender matemática apresentam um distúrbio que pode ter origem em outras dificuldades, como:
- aluno com dificuldade de memória auditiva: pode apresentar dificuldade de memorizar os números quando ditos oralmente;
- aluno com dificuldade em entender situações-problema: sabe fazer a conta, mas não consegue interpretar o problema;
- aluno com dificuldade na percepção visual: troca os números, por exemplo: 6 por 9, 3 por 8 e 2 por 5;
- alunos com disgrafia: que apresentam dificuldade em escrever letras e números.

A discalculia não é um transtorno causado por deficiência intelectual, déficits visuais, auditivos ou má escolarização.
Os alunos com discalculia apresentam, na maioria das vezes:
- dificuldade em visualizar conjuntos de objetos dentros de um conjunto maior;
- dificuldade em conservar a quantidade, ou seja, não entende que quatro moedas de 25 centavos têm o mesmo valor de um real;
- dificuldade em assimilar antecessor e sucessor;
- dificuldade em classificar números;
- dificuldade em compreender os sinais das quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão);
- dificuldade em montar operações.

Diagnóstico e Tratamento

A identificação precoce de um possível ou suposto quadro de dislexia no ambiente escolar, sensibiliza os profissionais da educação ao exercício de um novo olhar: "olhar" mais cuidadoso, criterioso, investigativo e com mais participação na vida escolar dessa criança.

O diagnóstico que envolve a exclusão de outras condições e dificuldade por parte da criança, deve voltar-se para uma serie de sinais e sintomas muito peculiares, que podem sugerir a suspeita e levar a busca de profissionais especializados para tal diagnóstico.

Neste contexto, é difícil estabelecer critérios precoces para esta identificação, pois acompanhar o desempenho evolutivo de uma criança é um dos marcadores para inferir inadequações neste desenvolvimento. Sabemos que podem surgir atrasos no desenvolvimento motor e linguístico, inadequações nas fases desse desenvolvimento e superação delas em ambiente familiar estimulador ou não, além de outros fatores que possam implicar direta ou indiretamente no desempenho formal do aprendizado de leitura e escrita.

Estabelecer estratégias e metas novas e eficazes para que crianças desenvolvam o mais correto possível suas habilidades sensoriais e motoras para atingir o contexto formal escolar, sem grandes atribulações é fundamental já que, qualquer aprendizado pedagógico passa pela aprendizagem informal, aprendizado esse que depende do ambiente, da família, da sociedade e das particularidades individuais de cada ser.

Aprender é algo único, e neste aspecto devemos valorizar as pequenas e altas habilidades, pois deste modo, precocemente perceberemos aqueles com mais habilidades para raciocínio, cálculo, e aqueles com habilidades mais linguísticas e assim, facilitamos sua integração no contexto pedagógico formal.
Procure um Fonoaudiólogo o quanto antes e faça uma avaliação, assim você poderá tirar suas dúvidas e ser orientado quanto ao desenvolvimento escolar do seu filho ou do seu aluno. Nesse caso a Psicopedagogia é uma grande aliada no tratamento dos problemas de aprendizagem. Um Fonoaudiólogo especialista em Psicopedagogia acrescentaria ainda mais nesse tipo de intervenção.
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Desenvolvimento Pós-Natal das Funções Básicas da Linguagem


Funções Socias e Linguísticas Básicas
Logo após o nascimento o som da voz humana é agradável. O choro representa a fome e o desconforto.
6 semanas - Resposta à voz humana, emissão de sons de prazer e choro para chamar atenção e pedir ajuda.

2 meses - Começa a distinguir diferentes sons de fala, apresentando características propriamente ditas, como entonação, ritmo, tom, etc.

3 meses - Direciona a cabeça para a voz quando pronunciada, emite respostas vocais à fala de outros e começa a balbuciar ou cantarolar sons silábicos com ritmo.

4 meses - Começa a variar o tom das vocalizações e imta sons.

6 meses - Começa a imitar sons feitos por outras pessoas. Suas produções linguísticas lhe dão prazer.

9 meses - Começa a transmitir significado pela entonação, usando padrões que se assemelham às entonações dos adultos. Nessa fase, a criança vocaliza em ambientes silenciosos, ou demonstra intenção comunicativa, respondendo com balbucios às conversas começadas pelos adultos.

12 meses - Começa a desenvolver um vocabulário. Um bebê com 12 meses de idade possui vocabulário de cinco a dez palavras que irá dobrar nos próximos seis meses. Já compreende algumas palavras familiares, como mamãe, papai e nenê. Controla melhor suas vocalizações, sem tantos gritos.

18 meses - Acontece uma generalização para alguns campos semânticos, como por exemplo: todos os animais são chamados de "au-au". Já compreende mais as palavras ditas pelos adultos. Consegue emitir uma frase com dois elementos, como por exemplo: "Quer tetê!"

24 meses - O vocabulário se expande rapidamente e pode ter entre 200 e 300 palavras. Nomeiaos objetos mais comuns de todos os dias e a maioria das expressões são palavras isoladas. Existem as primeiras flexões para o uso do plural, as negações e as interrogações.

36 meses - Possui um vocabulário de 900 a 1000 palavras. Constói sentenças simples com 3 a 4 palavras (sujeito e verbo), como "Pedro quer pão". Realiza comandos de duas etapas, como "Pedro, pega a blusa da mamãe".
Realiza flexões de gênero.
Começa a usar pronomes e artigos.

4 anos - Possui vocabulário de mais de 1.500 palavras; faz muitas perguntas e as sentenças ficam mais complexas. A criança já se mostra criativa para fazer uso da língua que aprendeu. Comum apresentar erros na flexão dos verbos irregulares. Começa a fazer frasees usando o tempo verbal no futuro.

5 anos - Normalmente, possui um vocabulário de cerca de 1.500 a 2.200 palavras. Discute sentimentos. Entre cinco e sete anos , a média indica habilidade de leitura lenta, mas fluente; a escrita provavelmente também é lenta nessa fase. Flexiona o verbo de forma correta.

6 anos - Fala com um vocabulário de aproximadamente 2.600 palavras; compreende de 20 mil a 24 mil palavras.

12 anos - Possui vocabulário de mais de 50 mil palavras.

Fonte: Coleção Fono na Escola (Dificuldades na Linguagem)
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Indícios que a criança "pode" ou não apresentar Dislexia no futuro! Serve como sinal de alerta para pais e professores!!!



Algumas crianças pequenas já dão alguns indícios que vão apresentar dislexia no momento de aquisição de escrita e estes indícios podem ser percebidos quando:
Observando que a criança demora ou tem dificuldades para segurar a colher para comer sozinho;
Vemos que a criança demora ou tem dificuldade em fazer o laço no cordão do sapato;
A criança demora ou tem dificuldade em pegar e chutar uma bola;
Há atraso na locomoção.
Há atraso na aquisição da linguagem.
Observamos que há dificuldade na aprendizagem das letras.
A dilexia acarreta dificuldade na percepção, na memória e na análise visual.
Como vou saber se meu aluno tem dislexia?
Quais os profissionais envolvidos ? (fonoaudiólogo, psicopedagogo,psicólogo e neurologista).
Um aluno disléxico pode:
1 – confundir letras, sílabas ou palavras que se parecem graficamente: a-o, e-c, f-t, m-n, v-u.
2 – inverter letras com grafia parecida: b/p, d/p, d/q,b/d, n/u, a/e.
3 – inverter sílabas: em/me, sol/los, las/sal, par/pra.
4 – ao ler, pular a linha ou voltar para a anterior.
5 – ter dificuldade em soletrar palavras.
6 – apresentar leitura lenta demais, se comparando com crianças da mesma idade.
7 – adicionar ou omitir sons: casa-casaco, prato-pato.
8 – Ao ler, mover os lábios murmurando.
9 – Frequentemente, não conseguir orientar-se no espaço, sendo incapaz de distinguir direita e esquerda. Isso traz dificuldades para se orientar com os mapas, globos e o próprio ambiente.
10 – Usar os dedos para contar.
11 – Ter dificuldades em lembrar sequências: letras do alfabeto, dias da semana, meses do ano, etc.
12 – Apresentar dificuldade para aprender e ver as horas.
13 – Não conseguir lembrar-se de fatos passados como horários, datas, diário escolar.
14 – Possuir dificuldades de lembrar-se de fatos passados como horários, datas, diário escolar.
15 – Conseguir copiar corretamente, mas em uma atividade de ditado ou redação mostrar grandes complicações.
16 – Ser uma criança inteligente e criativa para muitas tarefas e demonstrar grandes dificuldades na escrita ou na leitura.
17 – Ser rotulado de preguiçoso, imaturo, hiperativo ou desatento.
18 – Apresentar ótimos resultados em provas orais.
19 – Desenvolver habilidades em atividades de artes, música, teatro e esportes.
20 – Apresentar dificuldades persistentes.

Dados importantes:
A dilexia atinge de 10 a 15 % da população mundial, sendo um problema apresentado mais por meninos a meninas.
Podem continuar apresentando na fase adulta.
Muitos chegam a frequentar uma Universidade, porém com grandes esforços próprios.
Gera insegurança e baixa auto estima.
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A lançamento mais esperado na Fonoaudiologia em todos os anos

Testes Auditivos Comportamentais Para Avaliação do Processametno Auditivo Central


Liliane Desgualdo Pereira / Eliane Schochat


O instrumento de avaliação "Testes Auditivos Comportamentais para Avaliação do Processamento Auditivo Central", editado e publicado pela Pró-Fono, apresenta um livro teórico-prático, dezesseis protocolos de avaliação, quatro cartelas ilustradas e dois CDS com os arquivos para impressão dos protocolos deavaliação e com os vários estímulos sonoros necessários para esta investigação do processamento auditivo.

Com a utilização deste instrumento de avaliação, as diferentes habilidades auditivas envolvidas no complexo mecanismo auditivo, desde a chegada do som na orelha externa até a sua decodificação em áreas corticais superiores, podem ser investigadas separadamente. Os resultados da investigação de cada habilidade auditiva fornecem informações importantes sobre o tipo de prejuízo auditivo envolvido e qual o planejamento terapêutico mais adequado para cada paciente.

O livro teórico-prático fornece explicação passo a passo para cada procedimento de avaliação, bem como os seus respectivos critérios de referência e normalidade. Também estão disponibilizados os critérios de normalização para a população brasileira dos testes internacionais Gap In Noise (GIN) e Teste Temporal de Padrão de Frequência e Teste Temporal de Padrão e Duração, mesmos estes não estando disponíveis nos CDS.

As autoras, Liliane Desgualdo Pereira e Eliane Schochat, fonoaudiólogas e Professoras Livre-Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de São Paulo (USP) respectivamente, são profissionais com reconhecido expertice no assunto e pioneiras no Brasil na utilização, adaptação e idealização de testes comportamentais de avaliação do processamento auditivo (central). Sem dúvida alguma, são os grandes nomes da Fonoaudiologia indicados a compartilhar esta competência científica na forma deste instrumento de avaliação.

Mediante isto, este instrumento de avaliação é imprescíndivel a todos os fonoaudiólogos que se interessam pela área de Audiologia e também aos que estudam a Linguagem em todas as suas manifestações.


Site: www.booktoy.com.br (maiores informações)
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Como Desenvolver a Consciência Fonológica Através da Leitura em Voz Alta


No contexto de formação leitora, na escola, especialmente o desenvolvimento da capacidade de o aluno ler um texto em voz alta, os pedagogos, com seus métodos de leitura e os psicopedagogos, com suas pautas ou roteiros de observação das dislexias e intervenção nas dificuldades de leitura, de modo geral, devem levar em consideração, para sua ação profissional, a ciência dos sons da fala, isto é, a Fonética e a Fonologia.
A primeira concepção é a da consciência fonológica que consiste na habilidade do leitor iniciante refletir sobre e manipular os sons da fala, de forma consciente.
A segunda concepção refere-se ao conceito fundamental de fonema, entendido como uma unidade sonora abstrata, contrastiva em uma língua dada. Assim, dois sons são fonemas separados de uma língua quando a diferença fonética entre ambos causa uma diferença de significado. Em português, o contraste /f/ e /v/, por exemplo, distingue o significado das palavras e .
A observação sobre a natureza distintiva das consoantes vale também para os vogais. Vejamos, por exemplo, as vogais posteriores /ó/-/ô/, como nas palavras e que têm as mesmas letras, mas significados diferentes, exatamente porque os dois fonemas são distintivos, ou seja, /ó/ tem timbre aberto e /ô/ tem timbre fechado.
A terceira e última concepção é o amparo científico, isto é, não há como atuar nessa área de formação ou reeducação leitora sem levar em conta as postulações da disciplina da Fonologia, ramo da Lingüística, entendida como estudo dos padrões de sons que são lingüisticamente significativos, ou seja, fazem parte da organização mental dos sons da fala.
Os aportes lingüísticos e suas aplicações às atividades de leitura inicial, especialmente na fase de decodificação leitora ou soletração, exigem dos docentes ou terapeutas de leitura conhecimentos metalingüísticos, em particular os de natureza fonético-fonológia.
Eis a seguir uma tarefa de consciência fonológica por apagamento de fonema (segmentação) que pode ser aplicada através de uma dinâmica da fala.
1. Sou /P/ , a oclusiva bilabial surda de sua /PATA/ Sou uma / ...ATA / sem sua oclusiva bilabial.
2. Sou /B/ a oclusiva bilabial sonora de sua /BATA/ Sou uma / ...ATA / sem sua oclusiva bilabial
3. Sou /F/, a fricativa labiodental surda de sua /FACA/ Sou uma /..ACA/ sem sua fricativa labiodental
4. Sou /V/, a fricativa labiodental sonora de sua /VALA/ Sou uma /..ala/ sem sua fricativa labiodental
5. Sou /T/, a oclusiva linguodental surda de sua /TOCA/ Sou uma /..OCA/ sem sua oclusiva linguodental.
6. Sou / D/, a oclusiva linguodental sonora de sua /DATA/ Sou uma /..ATA/ sem sua oclusiva linguodental.
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Desenvolvendo a Consciência Fonológica em Crianças

Jogos de Escuta: introduzir as crianças na arte de saber ouvir activa, atenta e analiticamente. Inicia-se com o desafio de ouvir com atenção e, logo após, avançamos para actividades que exigem que prestem atenção à fala, como seguir instruções orais.

Olhos abertos – Olhos fechados
As crianças fecham os olhos e escutam os sons por alguns minutos, depois citam os sons que tenham ouvido. Passado um espaço de tempo interroga-se o que ouviram.

Ouvido atento
Num ambiente calmo, as crianças com os olhos fechados, tentam identificar os sons. Por exemplo:

• Correr pela sala

• Fechar a porta

• Saltitar

• Bater na cadeira

• Tocar nas teclas do computador

• Estalitos com a boca

• Esfregar os cabelos

• Mastigar usando alimentos ruidosos

• Pular

• Rasgar papel

• Tossir

• Fazer força

• Arrastar a cadeira

• Abanar as chaves


Variações :

a) Identificar os sons isolamente

b) Explicitar quais os sons que ouviram e a ordem pela qual ocorreram

c) Produzir uma serie de três, depois repetir omitindo um dos sons

d) Uma criança produz um som e os colegas identificam

Ouvidos tapados – Ouvidos destapados
Dividir as crianças em dois grupos. Um dos grupos fará ruído com o seu corpo,

o outro grupo tapará e destapará os ouvidos, segundo as indicações:

• Dizer-lhes que se movam , provocando muito ou pouco ruído

• Ir a até a porta sem fazer barulho

• Voltar para a cadeira, fazendo muito barulho

• Levantar-se da cadeira sem fazer barulho

• Apanhar um brinquedo sem fazer ruído

• Pedir que as crianças permaneçam em completo silêncio

Inverter os papéis e trocar impressões sobre ouvir com os ouvidos tapados ou com os ouvidos destapados.

Susurrar o nome
Uma criança dirige-se para outra parte da sala e escolhe o nome de um menino em segredo. A seguir de olhos vedados. Ouve, o nome de todos os meninos no ouvido, bem baixinho, ao ouvir o nome escolhido abraça o colega.

Colocar-se num canto da sala e com voz de cochichar, ir chamando cada criança pelo seu nome: as crianças deverão levantar a mão, mantendo-se no seu lugar, para indicar que ouviram o nome

Depois pronunciar o nome de uma criança, como antes, mas acrescentando uma palavra. A criança que tiver sido chamada, deverá repetir a palavra ouvida.

Nota: Iniciar-se-á a actividade com uma intensidade de voz média, para diminuir progressivamente.

Com todas as crianças sentadas em círculo Uma delas sentada de olhos vedados, no centro finge que dorme. Uma criança imite um miau…miau e a do centro deve adivinhar de onde vem o som.


Jogos de Rima: desenvolver a atenção das crianças para os sons das palavras.
Rimas
http://www.magossi3.hpg.ig.com.br/musica572.wav

Estimular o gosto por ouvir poesia, canções, trava-línguas, etc.

Ler os poemas com ritmo e sublinhando bem as rimas.

Ler os poemas e as crianças identificam as “palavras mágicas”.

Que se passa nesta sala?
Formam-se dois grupos de crianças na sala.

Coro 1: Que se passa nesta sala?

Coro 2 : Um elefante esta dentro da mala

Que se passa no quintal?

Vi um gorila no estendal

Que se passa nesta escola?

Os postes estão a jogar à bola

Que se passa no jardim?

O lago faz trim trim

O que se passa na banheira?

O cão lava a coleira

Que se passa nesta sala?

Não sei, mas ninguém se cala.

“Este avião está carregado…”
Sentadas no chão, inicie o jogo: “Este avião está carregado de melão” . Atire a bola para uma criança que deverá pensar em outra carga, que poderá levar o avião, que rime com melão.

Se sentirem dificuldades , faça uma revisão de rimas possíveis com as crianças antes de dar ínicio ao jogo: sabão, pão, cão e esfregão.

Livro das rimas
Construção do livro das rimas: utlize imagens de revistas e em grupo as crianças dedicam cada página a um determinado som final (ex, ão); as crianças desenham ou colam imagens que terminam com o o som seleccionado (ex.pião, sabão ).

Etiquetas: consciência fonológica , jogos
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Consciência Fonológica e sua importância na Alfabetização

Você sabe o que é Consciência Fonológica? E consegue imaginar a real importância que ela tem no processo de alfabetização de uma criança?
Consciência fonológica é a capacidade de identificar e discriminar diferentes sons. Ela é fundamental para o desenvolvimento posterior da consciência fonêmica (identificar que as palavras tem sons) e da decodificação (identificar a correspondência entre os sons e as letras).
Ter consciência fonológica implica saber identificar e discriminar diferentes sons e suas nuanças - como alto, baixo, grave, agudo, próximo, distante, suaves, estridentes, esganiçados, os sons dos animais, dos instrumentos, dos diferentes objetos.
Num ambiente sadio e rico de estímulos as crianças não apenas ouvem diversos sons como são levadas a prestar atenção, identificar, discriminar e agir em função de sons: a mãe que chega, o que que sai, o vizinho que pertuba a vizinha, o carro ou o trem que se aproximam, o sino que bate na torre, a sirene de ambulância, o som estridente do vizinho, o ruído do rato roendo a parede ou do gambá que se aninha no teto... E não só a vida real: as brincadeiras e os brinquedos infantis estão cheios de oportunidades para o aluno ir aprendendo a prestar atenção nos diferentes sons - os instrumentos, as músicas e suas letras, as cantigas de roda, parlendas, poesias e tantas outras brincadeiras que impõem ritmos ("Marcha Soldado", "Caranguejo Não é Peixe"), rimas (unidunitê), sequências (Cadê o toicinho que estava aqui), e aliterações e assonâncias que, além de divertirem e encantarem as crianças, contribuem para enriquecer-lhes o vocabulário, conhecer as letras (Jogo da Amarelinha), decorar a ordem alfabética e os números (1,2,3,4, por aqui passou um gato, etc.).

Fonte: ABC do Alfabetizador (João Batista Araujo e Oliveira)
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A Afetividade e sua influência na Aprendizagem da criança


O aspecto afetivo tem uma profunda influência sobre o desenvolvimento intelectual da criança, pode acelerar ou diminuir o ritmo de desenvolvimento, além de determinar sobre que conteúdos a atividade intelectual se concentrará. Na teoria de Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: um cognitivo e outro afetivo. Paralelo ao desenvolvimento cognitivo está o desenvolvimento afetivo. O afeto inclui sentimentos, interesses , desejos, tendências, valores e emoções em geral. Piaget aponta que há aspectos do afeto que se desenvolve.
São várias as dimensões, que o afeto apresenta, incluindo os sentimentos subjetivos (amor, raiva, depressão) e aspectos expressivos (sorrisos, gritos, lágrimas). Na sua visão, o afeto se desenvolve no mesmo sentido que a cognição ou inteligência. E é responsável pela ativação da atividade intelectual.
Analisando os vários livros de Piaget percebe-se que este descreveu cuidadosamente o desenvolvimento afetivo e cognitivo do nascimento até a vida adulta, centrando-se na infância. Com suas capacidades afetivas e cognitivas expandidas através da contínua construção, as crianças tornam-se capazes de investir afeto e ter sentimentos validados nelas mesmas.Neste aspecto, a auto-estima mantém uma estreita relação com a motivação ou interesse da criança para aprender.

Fonte: Mundo da Alfabetização. Tatiana Sibovitz.
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Respirador Oral e suas consequências:Fonoaudiologia e Ortodontia como aliadas ao tratamento



A Fonoaudiologia tem como um de seus objetivos o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias, atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional. O trabalho do fonoaudiólogo visa sobretudo prevenir, habilitar ou reabilitar estas funções. Entre as funções estomatognáticas, a respiração exerce função vital, além de propiciar o desenvolvimento e crescimento crânio facial


Ela deve ser nasal, mas nem sempre isso é possível devido a alguns impedimentos.
Dentre eles podemos citar:

hipertrofia de amígdalas e adenóides
rinite
bronquite
sinusite

Quando ocorre algum destes impedimentos, observa-se obstrução das vias aéreas superiores fazendo com que o indivíduo necessite respirar pela boca.
É importante interceptar a presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando o paciente, sempre que possível, para o tratamento multidisciplinar.
Este tratamento compete ao alergista, otorrinolaringologista, dentista, ortodontista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta.
Sendo assim, acredito ser muito importante estarmos atentos às características do respirador oral. São elas:

Apresenta face alongada, caracterizada pelo aumento da altura da metade inferior do esqueleto dentofacial;
Apresenta olheiras devido à diminuição da drenagem linfática;
Possui as asas do nariz hipodesenvolvidas;
Apresenta mau hálito;
À noite, seu sono é agitado, baba e ronca;
É sonolento, apresenta, muitas vezes, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro;
Apresenta rendimento físico diminuído;
É inapetente, porque o ato de se alimentar gera esforço e cansaço;
Prefere líquidos e pastosos, porque não requerem trabalho mastigatório;
Na criança, a respiração oral reduz o estímulo de crescimento do terço médio da face, levando à formação de palato em ogiva, hipodesenvolvimento lateral da arcada dentária superior, com conseqüente aumento ântero-posterior da mesma e protrusão dos dentes;
Apresenta postura corporal incorreta;
Adenóide todos nós temos, porém em algumas pessoas elas crescem formando uma espécie de "vegetação", com isso dificulta a respiração fazendo o paciente usar a cavidade oral como método compensatório para respirar melhor.

Podemos observar que os efeitos da respiração oral são bastante nocivos e podem deixar seqüelas na musculatura e nas funções de mastigação, deglutição e fala. A musculatura dos lábios, língua e bochechas torna-se hipotônica e por isso, essas estruturas funcionarão de maneira inadequada e menos eficiente nas funções de mastigação, deglutição e fala. O indivíduo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus dos mesmos estar diminuído ou devido à oclusão dentária que não possibilita o vedamento labial. Às vezes, a mastigação pode apresentar-se unilateral, o que pode causar mordidas cruzadas; a deglutição será atípica, isto é, com projeção de língua entre as arcadas dentárias; a fala poderá estar alterada devido à hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios e ao posicionamento incorreto de língua.
Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização por parte da família da necessidade da adequação da respiração. Em um segundo momento, o trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, além de adequar as funções de mastigação, deglutição e fala.
O respirador oral quase sempre apresenta algum tipo de alteração dentária a qual denomina-se má oclusão que pode ser biprotrusão de arcadas dentárias, mordida aberta, mordida cruzada, classe II, entre outras.
Então, o indivíduo necessitará, em determinado momento, do tratamento ortodôntico que, provavelmente, será realizado em conjunto com o fonoaudiológico.

Alguns casos de Respiradores Orais são ocasionados por problemas ósseos nasais, como devios do septo nasal. O septo é o osso que separa as duas narinas. Quando este encontra-se em desvio da linha mediana, provoca uma obstrução maior em uma das narinas causando uma dificuldade maior na respiração por via nasal fazendo assim o indivíduo utilizar a cavidade oral para compensar sua respiração.



É importante ressaltar que alguns pacientes pós-tratamento com otorrino e/ou alergista, que não apresentam mais impedimento orgânico para a respiração nasal, mas continuam sendo respiradores orais (respiração oral por hábito), também deverão realizar terapia fonoaudiológica a fim de aprenderem a utilizar o nariz para respirar.
Pode ser revertido o quadro da respiração oral possibilitando melhores condições de vida futura ao paciente através do tratamento multidisciplinar. O Fonoaudiólogo corrige a função, função esta que está ligada aos componentes orofaciais (lábios, língua, bochechas e mastigação, deglutição e respiração). O ortodontista corrige a forma que nada mais é que a a estrutura dentária, ou seja, a oclusão (mordida) do paciente. Se ambas não estiverem em harmonia após o término do tratamento a recidiva irá ocorrer em 90% dos casos, trazendo insatisfação por parte do paciente. Sendo assim cabe ressaltar que se FORMA e FUNÇÃO não estiverem 100 % em sintonia o tratamento não será satisfatório.Converse com seu Ortodontista ao iniciar seu tratamento e inicie a Fonoterapia o quanto antes colaborando com seu dentista você diminui o tempo de uso do aparelho e ainda não corre o risco de sofrer recidivas no término do tratamento. Procure um fonoaudiólogo e faça uma avaliação da sua função estomatognática.


Fonte:Foto retirada: Ortodontia e Ortopedia Facial:O Respirador Bucal e suas Consequências, Pinto 2002.
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Desordem do Processamento Auditivo Central: já ouviu falar?

"Desatenção e notas baixas na escola não são sinônimos de falta de inteligência. Às vezes o problema está na incapacidade de lidar com os sons da fala e com o barulho".

Atualmente o estudo do comportamento infantil frente às dificuldades de aprendizagem vem tornando uma constante em profissionais que lidam com as habilidades necessárias a esta.

Quando referimos em habilidades falamos em órgãos dos sentidos, que é por eles que adquirimos o conhecimento, as experiências vividas para um prefeito desenvolvimento. Fatores que interferem na integridade deste sentido, principalmente da audição, podem levar a prejuízos na aprendizagem da fala, leitura ou escrita e/ou outros déficits.

Muitas crianças ou até mesmo adultos podem apresentar características como desatenção, distração quando outro ruído/barulho está presente, dificuldade em entender fatos de duplo sentido ou outras queixas sintomas que podem ser diagnosticada como Desordem do Processamento Auditivo Central (DPAC).

Entende-se por Processamento Auditivo Central (PAC) conjunto de processos e mecanismos que ocorre dentro do Sistema Auditivo (cérebro) em resposta ao som recebido. A estes processos e mecanismos ocorridos damos o nome de habilidades auditivas que são:

Localização Sonora: é a habilidade de identificar o local de origem da fonte sonora.
Atenção Seletiva: é a habilidade em focar um determinado estímulo sonoro em meio a outros sons competitivos auditivos ou visuais.
Sensação Sonora: é própria do indivíduo e depende dos estímulos sonoros por ele recebido.
Discriminação Sonora: é a habilidade de detectar diferenças entre os padrões de estímulos sonoros, detectando diferenças (freqüência, intensidade e duração do som).
Memória: é a habilidade que permite armazenar, arquivar informações acústicas para, quando necessário, recuperá-las.
Compreensão: é a habilidade de entender o significado da informação auditiva. Processo comportamental aprendido.
Reconhecimento: é a habilidade de identificar um evento sonoro já conhecido.
Separação Binaural: é a habilidade para escutar com uma orelha e ignorar a outra.
Fechamento: é a habilidade para perceber o todo quando partes são omitidas.

Na DPAC podem-se apresentar algumas manifestações comportamentais e/ou clínicas. Das manifestações comportamentais da DPAC podem ser:

- atenção ao som prejudicada;
- dificuldade em escutar e compreender em ambientes ruidosos;
- problemas de produção de fala envolvendo alguns fonemas como /l/, /r/, /s/ e / x /;
- distração, agitação, hiperatividade ou timidez (muito quietos);

Já nas manifestações clínicas, podem ser:

- prejuízo de localização sonora;
- prejuízo de memória auditiva para sons em seqüência;
- prejuízo de identificação de palavras decomposta acusticamente (soletrar);
- prejuízo de identificação de sílabas e/ou frases na presença de uma mensagem competitiva.

A desordem do processamento auditivo central pode ter determinadas origens como genética (filhos podem apresentar algumas características dos pais), crianças que apresentam ou apresentaram otites de repetição (inflamação de ouvido) nos primeiros anos de vida, processos alérgicos ou inflamatórios nas vias aéreas superiores, entre outras.

Para se fazer um diagnóstico preciso do PAC é necessário a realização da avaliação audiométrica convencional (audiometria tonal e vocal e impedanciometria) e após testes especiais e comportamentais que apresentam tarefas monóticas (apresenta-se sons diferentes na mesma orelha) e dicóticas (apresenta-se sons diferentes nas duas orelhas simultaneamente), assim sinalizando as habilidades auditivas que estão prejudicadas.

Com a avaliação concluída há um direcionamento que contribui para terapia fonoaudiológica ou psicopedagógica dependendo do seu tipo de desordem.


Fonte: http://www.otosul.med.br/art05
http://www.aprenderjf.com/informativos.php?conteudo=25
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O bom e o mal uso da chupeta

A palavra chupeta em inglês quer dizer Pacifier, ou seja, pacificador, o que tranquiliza ou acalma. E é justamente com esse propósito que a maioria dos pais começam a introduzir a chupeta ao cotidiano dos bebês. O que não podemos ignorar é que todo o processo artificial que introduzimos para modificar o comportamento das crianças tem vantagens e desvantagens, sendo necessário conhecê-las antes de tomar a decisão de utilizá-las.

Em geral, a necessidade de succionar do bebê é mais forte durante os primeiros meses de vida. Colocar as coisas na boca é a maneira que ele tem de aprender e descobrir seu mundo. Com ou sem a chupeta, o bebê descobrirá rapidamente que seus próprios dedos e mãos são bons para chupar. Mas segundo alguns estudos médicos, tanto as chupetas como os dedos e polegares, podem causar incômodos dentais.

Por que os pais introduzem o uso da chupeta?
Existem vários motivos. Primeiro, para regular o horário das crianças. Durante as primeira semanas das crianças alimentadas no peito, não têm horário e comem com mais frequência ou dormem muito, e choram mais à noite que durante o dia. Segundo Dr.Elias Jiménez (diagnostico.com) não é recomendável o uso da chupeta em bebês menores de um mês, porque o risco de aspiração do vômito é maior em uma criança pequena com chupeta do que sem ela.

A segunda razão é para diminuir a cólica. A cólica tem muita relação com a produção de gases no intestino, e a chupeta pode favorecer que a criança trague mais gases, porque está comprovado que as crianças com cólicas NÃO melhoram com o uso da chupeta.

O terceiro motivo é para evitar que a criança tenha o hábito de chupar os dedos, o que apenas é um paliativo porque quando queremos tirar-lhe a chupeta, as crianças começarão a chupar os dedos.

As recomendações da chupeta são muito poucas, e os problemas potenciais, muitos. No caso de usá-la, o recomendável é que seja depois de um mês de idade, suspendendo-a antes de 10 meses, e sempre usá-la por períodos muito curtos de tempo, antes da hora de comer, e obedecendo a uma limpeza muito bem feita.

Em todo caso, em lugar da chupeta, pode-se tranquilizar o bebê com outras coisinhas como cantar, e esfregar ou massagear levemente seu corpinho.

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Aleitamento Materno e Mamadeira

O que dizer sobre o uso da mamadeira?
Pesquisa do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista) mostra que a mamadeira pode gerar distorções no funcionamento da musculatura da face da criança e provocar possíveis alterações ortodônticas. De acordo com o estudo, que analisou 60 lactentes, o ideal é que o bebê seja alimentado só no peito até, pelo menos, os seis meses de idade. A partir daí é preferível utilizar o copo.

O copo é a melhor forma para alimentar lactentes
quando a amamentação não for possível


O uso da mamadeira é pior método de alimentação de lactentes não só por razões de riscos, mas também por gerar distorções no funcionamento da musculatura do rosto da criança e provocar possíveis alterações ortodônticas.

Essa é uma conclusão de pesquisa realizada pela fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes e que foi objeto de sua tese de doutorado no Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu.

A investigação revelou que, na impossibilidade da amamentação, a melhor solução para fornecimento de alimento ao lactente é a utilização do copo. O recomendável – diz a pesquisadora – é sempre o aleitamento exclusivo no peito por 6 meses, continuado até 2 anos ou mais, com o uso do copo sempre que necessário, ou seja, quando a mãe estiver trabalhando ou quando se ausentar por período superior ao da amamentação da criança. Aos seis meses – acrescenta Cristiane - a criança já pode utilizar o copo para ingerir água e sucos, não necessitando, em nenhum circunstância, do uso da mamadeira.

Segundo a fonoaudióloga, o seu trabalho revelou que, além dos benefícios já conhecidos e divulgados mundialmente, tornam-se claras as vantagens da amamentação para o crescimento das estruturas e desenvolvimento das funções do Sistema Estomatognático e que favorecem o crescimento facial, a criação de espaços adequados para a erupção dentária, a respiração nasal, a deglutição adequada e a preparação para as funções de mastigação e fala.

Nesse quadro– diz a pesquisadora – as relações dos métodos de aleitamento com a fonoaudiologia tornam-se óbvias: todo o trabalho realizado naquela fase da vida da criança atua como fator de prevenção a diversos agravos: alterações musculares, dificuldades de fala no que se refere a embaraços na articulação de sons por diminuição do tônus muscular, deglutição atípica, Síndrome do Respirador Bucal e suas conseqüências na aprendizagem, otites de repetição que podem provocar perda auditiva irreversível, e alterações ortodônticas com repercussões na mastigação, fonação, vedamento labial e outras.

As funções musculares

Na realidade, cerca de vinte músculos atuam durante a ordenha do leite materno. Entretanto, está comprovado, por meio de diversas pesquisas, que os músculos masseter, temporal, digástrico, supra e infra-hióides, pterigoideos laterais e mediais são os mais ativos, exatamente porque são responsáveis pela movimentação da mandíbula (abaixamento, protrusão, elevação e retrusão) estimulando o crescimento facial de maneira adequada. Outros músculos, como é o caso do bucinador atuam, também, porém de forma menos intensa, ao contrário do que ocorre no aleitamento por mamadeira.

No uso da mamadeira, então, e ao contrário do que seria esperado, os masseteres e temporais apresentam atividade diminuída e os bucinadores revelam ações mais intensas. Isso porque o lactente alimentado por mamadeira realiza sucção por pressão negativa, ao contrário da amamentação no qual ocorre a ordenha por pressão positiva em maior escala e, apenas, alguma pressão negativa. Por esse motivo, o lactente, na mamadeira, pode desenvolver basicamente dois tipos de sucção: a sucção que favorece o aumento da atividade dos bucinadores, gerando uma pressão sobre os maxilares e resultando em alterações ortodônticas e palatinas, com possíveis conseqüências respiratórias. Por outro lado, o outro tipo de sucção favorece a atividade aumentada da língua. Por isso algumas crianças que sugam mamadeira apresentam alterações ortodônticas e outras não.

Mamadeira é muito mais arriscado que o copinho

A cultura popular dita que a alimentação por copo é mais difícil, favorece mais chances de engasgos e as mães referem medo de oferecer leite por copo. Na realidade, vários autores já demonstraram que o uso da mamadeira é mais arriscado ao bebê por alguns motivos: aumento do furo do bico para que o leite apresente uma saída mais rápida, bem como o fato de muitos bebês mamarem deitados e com as mamadeiras escoradas. O aumento do furo da mamadeira impede que o bebê controle o fluxo de leite e possa parar para descansar ou respirar. As mamadas deitadas são muito perigosas, pois os engasgos e aspirações são mais fáceis de ocorrer, bem como a entrada de leite pela tuba uuditiva das crianças (que é mais horizontalizada que no adulto), promovendo otites de repetição.
A forma mais segura de alimentar o bebê é através da amamentação e o uso do copo como método alternativo e temporário, pois para oferecer leite por copo, o adulto deve estar presente e prestar atenção na alimentação do lactente. Alguns autores já descreveram a técnica para que o bebê possa ingerir o leite e realizar pausas para respirar sem que haja volume de leite sendo derramado em sua cavidade oral. A adoção da técnica correta e a paciência são essenciais para o sucesso desse tipo de alimentação.

Ainda se amamenta pouco

Existem dados de pesquisas de prevalência de aleitamento materno, e sabe-se que ele, apesar de ter aumentado nos últimos anos, ainda é muito baixo (60% no índice de aleitamento materno até seis meses, porém não de forma exclusiva e 13% em aleitamento materno exclusivo até o sexto mês - Brasil, 2002). O que se apurou, ainda, em pesquisas é que o uso de chupeta e mamadeira durante o aleitamento materno promovem o desmame precoce, ou seja, o lactente tende a rejeitar o seio materno ao iniciar a sucção de tais bicos, pois a movimentação muscular muda completamente e os bebês acabam preferindo a mamadeira pela facilidade.
No caso do copo, não há pesquisas com uso de métodos objetivos, pois seu uso é relativamente recente e geralmente utilizado apenas nos hospitais que recebem do Ministério da Saúde, o Certificado de Amigos da Criança, pois nesses hospitais é proibido o uso de chupetas e mamadeiras. Acredito que muitas pesquisas possam ser desenvolvidas nessa área.

A pesquisa

A investigação realizada pela fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes é inédita no que se refere, principalmente, à análise da participação muscular no "aleitamento" por copo. Ela teve como orientadora, a professora Ercília Maria Caroni Trezza, docente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu. O estudo teve a participação de 60 lactentes, nascidos a termo e sem intercorrências, entre dois e três meses de idade, e que foram divididos em três grupos:
- 20 com amamentação exclusiva;
- 20 com aleitamento misto e uso da mamadeira e
- 20 com aleitamento exclusivo com uso de copo.



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Atraso de Linguagem Infantil

A melhor maneira de uma criança aprender a falar é convivendo com um mundo onde todos falam. A melhor maneira dela aprender sobre coisas do mundo é fazendo-a interagir com o ambiente que a cerca. A criança deve conseguir estabelecer relações entre objetos e fatos, construindo assim seu conhecimento a respeito do meio que a cerca. Se a criança ainda não consegue se expressar oralmente, ela terá que ser ensinada por você a aprender a explorar o mundo e a saber como interagir nele através da linguagem. Para ajudar as crianças que ainda não falam, procure seguir algumas dicas durante as brincadeiras e situações cotidianas:

•Use frases curtas e palavras de fácil compreensão para a criança. Garanta uma plena compreensão para só depois exigir um expressão oral. Vc já parou para pensar na época que vc começou a aprender inglês? Num determinado momento vc entendia tudo que era dito mas não sabia formar nenhuma frase, não é mesmo? Então, com a criança é a mesma coisa, primeiro ela compreende para depois começar a se expressar.
•Aguarde, observe e as intenções que a criança está manifestando. Dê oportunidade e tempo para estas manifestações e procure não agir antes dela.
•Mantenha a proximidade física e o contato face a face. abaixe-se para ficar de frente para a criança.
•Dê nome aos objetos e as ações realizadas. Não dê apelidos às pessoas e/ou objetos, e não repita os "apelidos" que a criança inventa para denominar o que está ao seu redor.
•Dê valor às brincadeiras de imitação e faz de conta.
•Crie pequenos problemas cujas soluções são atos comunicativos. Por exemplo: Dê o copo, mas não coloque o suco. Espere que a criança peça. ou... Se a criança apontar para a bola, dê a boneca. Veja a reação dela.
•Proporcione convívio com os outros grupos sociais, como por exemplo, escolas, clubes, parques, etc...
•Tenha brinquedos apropriados para a idade da criança e que favoreçam as interações.
•Conte histórias curtas. Utilize livros com figuras bem representativas. Procure a opinião de um fonoaudiólogo, caso a criança esteja apresentando dificuldades. Sabe-se, através de estudos, que o atraso de linguagem oral pode ter desdobramentos mais tarde na aprendizagem. A prevenção é o ideal. Se a criança for muito novinha, nem sempre é preciso um tratamento sistemático. Neste caso, poderá ser feito um acompanhamento (de tempos em tempos). Tudo depende das características do quadro. Cada caso é um caso, como diria o ditado, mas orientação é fundamental!! Brinque bastante com a criança e divirta-se! Há algum tempo, os estudos sobre prevenção dos problems de leitura e escrita se intensificaram. Hoje, a proposta de prevenção é baseada na estimulação da Consciência Fonológica e Habilidades Auditivas. Já em 1988 a fonoaudióloga Regina Cupello publicou um livro de título autoexplicativo "O atraso de linguagem como fator causal dos distúrbios de aprendizagem".
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Meu filho está gaguejando, é normal?

Seu filho tropica para falar uma palavra, gagueja. Os pais, no intuito de ajudar a criança a tirar esse "nó", geralmente soltam as seguintes frases: "Pare e respire", "Fale devagar", "Respire fundo", "Repita comigo" ou "Pense antes de falar".

Sabia que essa "ajuda" dos pais pode simplesmente piorar o caso? Pois é. Crianças de até quatro anos podem "gaguejar" sem que isso seja uma alteração na fala.

Essas recomendações dos pais podem soar como broncas, pressionando o pequeno, podendo deixar ainda mais aflito, motivo que dificultará ainda mais no processamento harmônico da palavra.

"Quando a criança está no processo de desenvolvimento da fala e linguagem pode acontecer a disfluência fisiológica, isto é, a gagueira que é natural desse período" explica a fonoaudióloga Jamile Elias. Acontece normalmente por volta dos três ou quatro anos e pode durar até oito meses, desaparecendo naturalmente.

Os sistemas neurológico, respiratório, fonatório e articulatório da criança ainda estão imaturos, não funcionando harmoniosamente, podendo ocasionar as disfluências (gagueiras). Apresenta-se em graus variados nas crianças e pode ser agravada a outros fatores.

"Todos já gaguejamos quando tivemos que falar em público, ao falar uma palavra desconhecida e difícil, quando temos que falar com algum superior. Nas crianças, o nervosismo pode aparecer com o nascimento do irmãozinho, separação dos pais ou início na escolinha".
Gagueira "hereditária" - A disfluência fisiológica pode se tornar patológica dependendo de fatores hereditários, genéticos e ambientais. Uma criança que tem história na família de gagueira tem maiores riscos de apresentar uma disfluência patológica.

Exagero dos pais - Quando a família exige um perfeccionismo em tudo o que a criança fala, se cria um nível de tensão. Isso pode desencadear uma disfluência. Neste caso, a criança tem a percepção de que não fala bem e ao tentar falar "direito" como os pais (falando devagar e pensando no que vai falar), o pequeno fica tenso e nervoso, agravando sua disfluência.

Claro que cada caso é um caso e uma avaliação fonoaudiológica deve ser realizada para verificar se ocorre realmente uma disfluência fisiológica ou patológica, mas algumas orientações são importantes. As dicas são feitas pela fonoaudióloga Leandra.
Dicas
Não dizer para a criança falar devagar ou respirar fundo. Isso é um começo para que a criança não se sinta um mal falante e fique tensa na hora de falar.

Não termine a frase pela criança. Se a mamãe ou papai já sabem o que a criança quer, para quê que ela vai continuar falando?

Escute com muita paciência e sem demonstrar impaciência com a fala do seu filho que apresenta disfluência (gagueira).

Faça da hora da comunicação um período de prazer. Cante, conte histórias e brinque com a criança.

Valorize o que a criança tem a dizer e não o como ela diz. A criança se sente "fortalecida" quando consegue passar sua idéia, não necessariamente construindo perfeitamente a frase. Ela se sentirá estimulada.
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Dislexia.....

A Partir dos Sete Anos de Idade:
1 - pode ser extremamente lento ao fazer seus deveres:
2 - ao contrário, seus deveres podem ser feitos rapidamente e com muitos erros;
3 - copia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve;
4 - a fluência em leitura é inadequada para a idade;
5 - inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever;
6 - só faz leitura silenciosa;
7 - ao contrário, só entende o que lê, quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra;
8 - sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode borrar ou ligar as palavras entre si;
9 - pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem e direção de letras e sílabas;
10 - esquece aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas, dias ou semanas;
11 - é mais fácil, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe através de exames orais;
12 - ao contrário, pode ser mais fácil escrever o que sabe do que falar aquilo que sabe;
13 - tem grande imaginação e criatividade;
14 - desliga-se facilmente, entrando "no mundo da lua";
15 - tem dor de barriga na hora de ir para a escola e pode ter febre alta em dias de prova;
16 - porque se liga em tudo, não consegue concentrar a atenção em um só estímulo;
17 - baixa auto-imagem e auto-estima; não gosta de ir para a escola;
18 - esquiva-se de ler, especialmente em voz alta;
19 - perde-se facilmente no espaço e no tempo; sempre perde e esquece seus pertences;
20 - tem mudanças bruscas de humor;
21 - é impulsivo e interrompe os demais para falar;
22 - não consegue falar se outra pessoa estiver falando ao mesmo tempo em que ele fala;
23 - é muito tímido e desligado; sob pressão, pode falar o oposto do que desejaria;
24 - tem dificuldades visuais, embora um exame não revele problemas com seus olhos;
25 - embora alguns sejam atletas, outros mal conseguem chutar, jogar ou apanhar uma bola;
26 - confunde direita-esquerda, em cima-em baixo; na frente-atrás;
27 - é comum apresentar lateralidade cruzada; muitos são canhestros e outros ambidestros;
28 - dificuldade para ler as horas, para seqüências como dia, mês e estação do ano;
29 - dificuldade em aritmética básica e/ou em matemática mais avançada;
30 - depende do uso dos dedos para contar, de truques e objetos para calcular;
31 - sabe contar, mas tem dificuldades em contar objetos e lidar com dinheiro;
32 - é capaz de cálculos aritméticos, mas não resolve problemas matemáticos ou algébricos;
33 - embora resolva cálculo algébrico mentalmente, não elabora cálculo aritmético;
34 - tem excelente memória de longo prazo, lembrando experiências, filmes, lugares e faces;
35 - boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de médio prazo;
36 - pode ter pobre memória visual, mas excelente memória e acuidade auditivas;
37 - pensa através de imagem e sentimento, não com o som de palavras;
38 - é extremamente desordenado, seus cadernos e livros são borrados e amassados;
39 - não tem atraso e dificuldades suficientes para que seja percebido e ajudado na escola;
40 - pode estar sempre brincando, tentando ser aceito nem que seja como "palhaço" ;
41 - frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, com a matemática, com a escrita;
42 - tem pré-disposição à alergias e à doenças infecciosas;
43 - tolerância muito alta ou muito baixa à dor;
44 - forte senso de justiça;
45 - muito sensível e emocional, busca sempre a perfeição que lhe é difícil atingir;
46 - dificuldades para andar de bicicleta, para abotoar, para amarrar o cordão dos sapatos;
47 - manter o equilíbrio e exercícios físicos são extremamente difíceis para muitos disléxicos;
48 - com muito barulho, o disléxico se sente confuso, desliga e age como se estivesse distraído;
49 - sua escrita pode ser extremamente lenta, laboriosa, ilegível, sem domínio do espaço na página;
50 - cerca de 80% dos disléxicos têm dificuldades em soletração e em leitura.

Para maiores informações acesse:

http://blog.clickgratis.com.br/vicentemartins/

http://www.youtube.com/watch?v=vRKToCtC8Mc
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Dislexia, será que é?

Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...
Pais e professores devem estar atentos aos primeiros sinais:
Na Primeira Infância:
1 - atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar;
2 - atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio á pronúncia de palavras;
3 - parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo;
4 - distúrbios do sono;
5 - enurese noturna;
6 - suscetibilidade à alergias e à infecções;
7 - tendência à hiper ou a hipo-atividade motora;
8 - chora muito e parece inquieta ou agitada com muita freqüência;
9 - dificuldades para aprender a andar de triciclo;
10 - dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares.

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Principais Distúrbios de Aprendizagem

O que é Distúrbio de Aprendizagem?

Designam-se crianças que apresentam dificuldades de aquisição de matéria teórica, embora apresentem inteligência normal, e não demonstrem desfavorecimento físico, emocional ou social.
Segundo essa definição, as crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados. Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental.
Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando:


a) Não apresenta um desempenho compatível com sua idade quando lhe são fornecidas experiências de aprendizagem apropriadas;

b) Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocínio matemático.


Além disso, costuma-se considerar quatro critérios adicionais no diagnóstico de distúrbios de aprendizagem. Para que a criança possa ser incluída neste grupo, ela deverá:


a) Apresentar problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas;

b) Apresentar uma discrepância significativa entre seu potencial e seu desempenho real;

c) Apresentar um desempenho irregular, isto é, a criança tem desempenho satisfatório e insatisfatório alternadamente, no mesmo tipo de tarefa;


d) O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais.

Principais distúrbios de aprendizagem:

1-Dislexia
Refere-se à falha no processamento da habilidade da leitura e da escrita durante o desenvolvimento, é um atraso no desenvolvimento ou a diminuição em traduzir sons em símbolos gráficos e compreender qualquer material escrito. São de três tipos: visual, mediada pelo lóbulo occipital fonológica, ediada pelo lóbulo temporal; e mista, com mediação das áreas frontal, occipital, temporal e pré-frontal.

2- Disgrafia


É uma deficiência na linguagem escrita , mais precisamente na qualidade do traçado gráfico , sem comprometimento neurológico e/ou intelectual.
Nas disgrafias, também encontramos níveis de inteligência acima da média ,mas por vários motivos ,apresentam escrita ilegível ou lenta.

A ‘letra feia’ (disgrafia) está ligada à dificuldades para recordar a grafia correta para representar um determinado som ouvido , ou elaborado mentalmente.

A criança ,escreve devagar ,retocando as letras , e realizando de forma inadequada as uniões entre as mesmas.

Normalmente as amontoa ,com o objetivo de esconder os erros ortográficos.

Assim como a dislexia ,a disgrafia também está relacionada à má organização de espaço temporal, fazendo com que uma organização de caderno, por exemplo, seja ‘inexistente’.(usa espaços inadequados entre as palavras, margens inexistentes, letras deformadas, escrita ascendente ou descendente ,etc).

3- Discalculia


A discalculia, é a dificuldade ou a incapacidade de realizar atividades aritméticas básicas, tais como quantificação, numeração ou cálculo.
A discalculia é causada por disfunção de áreas têmporo–parietais, muito compatível com o exame clínico do TDAH.

Vale lembrar que alguns indivíduos têm menos aptidão para matemática do que outros, e nem por isso pode-se diagnosticá-los como se tivessem discalculia.

A discalculia está quase sempre associada à quadros de dislexia e do TDAH. (onde se encontram indivíduos com QI acima da média.)
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Dificuldades X Distúrbios de Aprendizagem

Conforme (Fonseca: 1995) distúrbio de aprendizagem está relacionado a um grupo de dificuldades específicas e pontuais, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica.
Já a dificuldade de aprendizagem é um termo mais global e abrangente com causas relacionadas ao sujeito que aprende, aos conteúdos pedagógicos, ao professor, aos métodos de ensino, ao ambiente físico e social da escola.
Já em (Ciasca e Rossini: 2000) as autoras defendem que a dificuldade de aprendizagem é um déficit específico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos.

Os fatores neurológicos citados pelos autores, significa que essas dificuldades estão relacionadas na aquisição e no uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas que se referem as disfunções no sistema nervoso central. Não podemos também deixar de considerar que as dificuldades de aprendizagem muitas vezes podem ocorrer concomitantemente com outras situações desfavoráveis, como: alteração sensorial, retardo mental, distúrbio emocional, ou social, ou mesmo influências ambientais de qualquer natureza.
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DISTÚRBIOS DE LINGUAGEM, APRENDIZAGEM E ATUAÇÃO EM ÂMBITO EDUCACIONAL

Grande demanda na fonoaudiologia concentra-se nas alterações encontradas na oralidade, principalmente na infância ou idade pré-escolar, como no caso dos distúrbios específicos da linguagem e nos transtornos globais do desenvolvimento. As alterações de linguagem também estão presentes nas dislexias e outros distúrbios de aprendizagem, os quais requerem grande atenção uma vez que nestes casos a alfabetização e o domínio da linguagem escrita em geral também estarão comprometidos. Complementarmente, encontramos as alterações de linguagem decorrentes de quadros neurológicos, principalmente na idade adulta, como é o caso das afasias/ apraxias adquiridas e outros transtornos neurológicos evolutivos. Os distúrbios da linguagem oral, da linguagem escrita e da aprendizagem, em todas as suas manifestações, representam um grande campo de trabalho, nem sempre bem explorado. De modo especial tais distúrbios aproximam o fonoaudiólogo das áreas do desenvolvimento infantil e da aprendizagem escolar. Dessa forma, faz-se necessário que ele se prepare para um trabalho que também vá além da abordagem clínica e tenha uma conotação educacional e desenvolvimentista. Esta perspectiva pode vir a contribuir significativamente para novos enfoques na área da aquisição da leitura e da escrita e da abordagem também no campo educacional, dos problemas deste tipo de aprendizagem. Conseqüentemente, com esta capacitação, busca-se também ampliar as possibilidades de atuação profissional do fonoaudiólogo.
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Este Blog é uma central de compartilhamento de informações, notícias, trabalhos científicos e arquivos. Sendo seu objetivo principal a interação entre fonoaudiólogos ou estudantes de fonoaudiologia e áreas correlacionadas, sendo assim sua participação é sempre de extrema importância. Além das informações e orientações sobre Fonoaudiologia e áreas correlacionadas, estarão disponíveis materiais terapêuticos, sendo que as autorias sempre serão respeitadas. O fornecimento dos Download visa suprir a dificuldade de acesso e aquisição de materiais em nossas áreas de atuação, porem jamais fazendo apologia a pirataria. Assim deixo um pedido: Caso possam adquirir as obras nas livrarias, compre-as, contribuindo assim com os autores e com o movimento da máquina científica. As publicações de minha autoria que estão sendo disponibilizadas podem ser utilizadas de forma livre pelos visitantes, peço apenas que divulguem a fonte e autoria do material.
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