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Autismo e o método de tratamento (ABA – TEACCH – Son-Rise – DIR Floortime)


Após o diagnóstico de autismo, deve o médico encaminhar a criança autista para os tratamentos necessários. É muito comum (quase certo) que o médico encaminhará seu filho para atendimento por psicólogo. Ocorre que não se trata de atendimento de psicologia ambulatorial genérica, mas sim um tratamento que conte com protocolo terapêutico específico direcionado para autismo. Isso porque não é toda intervenção psicoterapêutica que terá eficácia para uma criança com esse diagnóstco, por conta de maneira toda própria da criança autista de compreender e interpretar as informações fornecidas pelo seu meio e seus pares.
Dos atendimentos realizados por psicólogos em protocolos terapêuticos voltados para autismo, três linhas se destacam, quais sejam: ABA, TEACCH, Son-Rise e DIR®FloortimeTM. A escolha do método terapêutico adequado para a criança deve ser feita com pelo médico juntamente com os pais da criança, conforme diretrizes do Ministério da Saúde (Documento Linha de cuidados para atenção às pessoas com transtorno do espectro autista), tomando em consideração as especificidades do caso. Nesse sentido, é importante lembrar o imenso rol de possibilidades de como e com qual intensidade podem se manifestar os sintomas do espectro autista, sendo que cada criança deve ser inserida em um Projeto Terapêutico Singular.
Sobre o tema, já se manifestou o Ministério da Saúde (Documento Linha de cuidados para atenção às pessoas com transtorno do espectro autista):
“A CIF analisa a saúde dos indivíduos a partir das seguintes categorias: funcionalidade, estrutura morfológica, participação na sociedade, atividades da vida diária e o ambiente social de cada indivíduo, sendo que, portanto, é recomendável sua utilização para a avaliação e o planejamento de projetos terapêuticos singulares (fl. 56)”.
“Há necessidade de uma diversidade de ofertas de atenção, diante das distintas manifestações, evitando a reprodução de respostas imediatistas e padronizadas. A construção de um projeto terapêutico singular implica a criatividade de propostas que vão orientar a família na direção do tratamento, oferecido por equipe multiprofissional junto à família e ao próprio sujeito, sem que cada invenção se torne um modelo padronizado, estandartizado, repetível para todos. (fl. 65)”.
“O Projeto Terapêutico Singular (PTS) (BRASIL, 2008) é o direcionamento das ofertas de cuidado construído a partir da identificação das necessidades dos sujeitos e de suas famílias, em seus contextos reais de vida, englobando diferentes dimensões. O PTS deve ser composto por ações dentro e fora do serviço e deve ser conduzido, acompanhado e avaliado por profissionais ou equipes de referência junto às famílias e às pessoas com TEA. Ele deve ser revisto sistematicamente, levando-se em conta os projetos de vida, o processo de reabilitação psicossocial (com vistas à produção de autonomia) e a garantia dos direitos. Esta forma de organizar o cuidado permite que a equipe não seja capturada por demandas mais aparentes, perceptíveis, deixando de lado aqueles que pouco demandam por si e que podem ser de alguma forma invisíveis ao ritmo acelerado dos serviços de saúde. Tal forma divide a responsabilidade do olhar para cada pessoa que busca e se insere num ponto de atenção à saúde, de forma a garantir a plasticidade necessária aos serviços para responder às complexas demandas dos usuários e de suas famílias. (fl. 73)”. 
“O atendimento articulado no PTS deve envolver profissionais/ equipes de referência, trabalho em rede e a pluralidade de abordagens e visões, de forma que atendam às diversas demandas inerentes aos casos de pessoas com TEA. Esta é uma tendência mundial (GOLSE, 2012; CRESPIN, 2012) e inovadora, que reconhece que o sectarismo e o preconceito de técnicas e leituras só prejudicam o próprio usuário e seus familiares. (fl. 74).”
Muitos pais que acabaram de receber o diagnóstico não têm nem ideia do que é ABA, TEACCH ou Son-Rise. Outros pais acabam apenas por conhecer o protocolo terapêutico ao qual seu filho está submetido. Assim, o objetivo dessa postagem é apresentar a vocês um pouquinho sobre essas terapias. Aqui não se objetiva falar qual a “melhor” ou a “pior” abordagem, não é essa a ideia. O objetivo é colocar pontos centrais sobre essas terapias.
Sei que muitos pais e mães têm como impulso recriminar casos em que uma criança está inserida em protocolo terapêutico diferente do de seu filho. Mas temos que pensar que, se lutamos por uma sociedade inclusiva, não podemos ser intolerantes, e devemos respeitar quem pensa diferente de nós! Ademais, há que se ressaltar que é o médico daquela criança quem deve interferir, dizendo se o tratamento está ou não adequado, e não nós, como leigos em Medicina. Em resumo, cada criança deve ser inserida em um tratamento direcionado às suas necessidades, galgando-se o objetivo terapêutico apresentado pelos protocolos que melhor aprouverem ao caso.
Vejo comumente em grupos discussões ferozes sobre qual método está certo. Muitos pais chegam a se xingar por causa disso! Tenha sempre em mente que o que é o tratamento adequado para seu filho, pode não ser o tratamento adequado para outra criança.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/diario-de-autista/autismo-e-o-metodo-de-tratamento/
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Capacitação CURSO do Método das Boquinhas em Rio Brilhante-MS

Os educadores de Rio Brilhante-MS serão capacitados com o Curso do Método das Boquinhas, Alfabetização e Oficinas com Treino de Boquinhas! Vamos aproveitar essa oportunidade e fazer a diferença na educação brasileira. Venha conhecer a metodologia mais sensorial e objetiva, que facilita o processo de alfabetização de seu aluno ou paciente. O Método das Boquinhas é utilizado em sala de aula e muitos municípios já adotaram como metodologia principal. Ajuda no processo de alfabetização por ser concreto e também nas intervenções das dificuldades da linguagem escrita e leitura. Faça sua inscrição e ajude a combater com o fracasso escolar!!!

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Capacitação CURSO "Método das Boquinhas no Norte Pioneiro do PR (Tomazina)

Os educadores de TOMAZINA e região, localizada no Norte Pioneiro do Paraná serão capacitados com o Curso do Método das Boquinhas, Alfabetização e Oficinas com Treino de Boquinhas! O curso será no Colégio Dom Bosco aberto ao público. Vamos aproveitar essa oportunidade e fazer a diferença na educação brasileira. Venha conhecer a metodologia mais sensorial e objetiva, que facilita o processo de alfabetização de seu aluno ou paciente. O Método das Boquinhas é utilizado em sala de aula e muitos municípios já adotaram como metodologia principal. Ajuda no processo de alfabetização por ser concreto e também nas intervenções das dificuldades da linguagem escrita e leitura. Faça sua inscrição e ajude a combater com o fracasso escolar!!!

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Nota de Esclarecimento: Teste da Linguinha

NOTA DE ESCLARECIMENTO: “Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês” (Teste da Linguinha)

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Posição da Associação Brasileira de Odontopediatria com relação à Lei Federal 13002/14 que instituiu a obrigatoriedade de aplicação nos hospitais e maternidades brasileiros do “Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês” (Teste da Linguinha)

A lei federal 13002/14 sancionada e publicada no Diário Oficial da União em 23 de junho de 2014  instituiu a obrigatoriedade de aplicação do “Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês” (Teste da Linguinha – TL) em todas as crianças nascidas em hospitais e maternidades brasileiros. Segundo o autor da lei, “com a aplicação desse protocolo é possível identificar se o frênulo lingual limita os movimentos da língua, que são importantes para sugar, mastigar, engolir e falar” e essa aplicação deve ser realizada preferencialmente antes do primeiro mês de vida para evitar “dificuldades na amamentação, possível perda de peso e, principalmente, o desmame precoce” (Agostini, 2014)., Considerando que programas de triagem devem obedecer a alguns princípios básicos (Wilson & Jungner ,1968; Andermann et al, 2008) que incluem: a condição triada deve ser um problema importante de saúde, deve haver um teste ou exame adequado, o tratamento para a condição detectada deve estar disponível, deve haver evidência científica sobre a eficácia do rastreamento e os benefícios gerais da triagem devem superar os danos; a Associação Brasileira de Odontopediatria manifesta-se contrária à incorporação do TL ao rol de exames obrigatórios na triagem neonatal e destaca:
  • Prevalência baixa da condição a ser diagnosticada pelo protocolo: A anquiloglossia, ou seja, a alteração congênita do freio lingual que interfere com a mobilidade da língua, tem prevalência variando de 0,02 a 10,7%, sendo mais aceito que esteja entre 2 e 5% (Segal et al., 2007; Power & Murphy, 2015). A maior parte dessa variação é devido à inconsistência nos métodos para o diagnóstico, uma vez que não existem critérios universalmente aceitos para a identificação da condição (Francis et al., 2015).
  • Incerteza sobre os efeitos da anquiloglossia na amamentação: Existe a hipótese de que a anquiloglossia interfere com a pega do mamilo materno pelo bebê e leve, portanto, à dificuldade de amamentar (Francis et al, 2015). Entretanto, a maioria das crianças diagnosticadas com anquiloglossia são assintomáticas e não apresentam dificuldades de amamentação (Power & Murphy, 2015; Rowan-Legg, 2015). Além disso, existe grande incerteza a respeito dos benefícios da correção cirúrgica da anquiloglossia com relação a desfechos clinicamente relevantes como: prevenção da interrupção precoce da amamentação, aumento da duração da amamentação e crescimento e ganho de peso da criança (Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health, 2016)
  • Falta de validação adequada do método de triagem proposto: O teste mencionado na lei foi criado baseado numa casuística extremamente reduzida e específica (Martinelli et al., 2012), e houve uma proposta de validação subsequente (Martinelli, 2015), apenas após a sanção da lei. A validade de critério foi avaliada comparando-se os resultados a um outro instrumento utilizado como padrão de referência, o Bristol Tongue Assessment Tool (BTAT), o qual ainda não pode ser considerado padrão-ouro para o diagnóstico de anquiloglossia que possa interferir com a amamentação por não ter cumprido todas as etapas do processo de validação. Além disso, ao estudar a correlação entre as pontuações obtidas com os dois instrumentos, não se considerou todos os itens que os compõem mas apenas aqueles que avaliam aspectos semelhantes (3 itens do total de 4 e 11 que integram o BTAT e o TL, respectivamente). Outro motivo de preocupação é o fato do padrão de referência ter sido aplicado por um dos examinadores que realizou o método teste, inclusive adotando os critérios indicados para o TL nos exames quando não havia instrução específica para aplicação de algum item do BTAT. Apesar de se ter mantido o intervalo de 30 dias entre as aplicações dos dois instrumentos, não há menção sobre cegamento das análises. É esperado que quando um método é comparado a um padrão de referência que avalia aspectos semelhantes, a acurácia seja superestimada (Haynes et al., 2006). No caso do presente instrumento de avaliação, pelas características do método, é mais provável que o teste tenha uma alta sensibilidade, mas uma baixa especificidade, o que levaria a uma ocorrência elevada de diagnósticos falso positivos. Além desse aspecto, o mais adequado teria sido avaliar a validade de constructo, através de um estudo longitudinal prospectivo, utilizando desfechos clinicamente relevantes como manutenção da amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida e ganho de peso adequado nas primeiras semanas de vida. Nenhum desses desfechos foi contemplado em nenhum momento antes ou mesmo depois da sanção da lei. Adicionalmente, a cartilha contendo instruções para a aplicação a lei (Agostini , 2014) orienta que, na triagem neonatal, não se deve aplicar o instrumento completo, mas apenas a seção do teste que compreende a avaliação anatomofuncional do freio lingual composta por 7 itens. Em um estudo em que se avaliou a confiabilidade e a validade de construto dessa versão abreviada do TL encontrou-se uma consistência interna muito baixa (Coeficiente Alfa de Cronbach=0,28). Além disso, não se observou associação estatisticamente significante entre a pontuação do TL e a frequência de dificuldade para amamentar na maternidade e nem entre a pontuação do TL e a frequência de dor ao amamentar e a experiência de rachaduras no seio materno no primeiro mês após a alta hospitalar (Simão et al. 2016).
  • Incerteza sobre os benefícios do programa obrigatório de rastreamento para anquiloglossia: Sobrediagnóstico é definido como o diagnóstico de uma doença ou de uma alteração que nunca provocará nenhum tipo de problema ao indivíduo. Devido ao fato de que a maioria dos bebês com anquiloglossia são assintomáticos e não apresentam nenhuma alteração de função, especialmente alterações relacionadas à amamentação nessa faixa etária, a aplicação do “Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês” a recém-nascidos é um convite ao sobrediagnóstico. A ausência de estudos clínico randomizados bem conduzidos com a avaliação de desfechos clinicamente importantes não permite uma avaliação de quantos bebês teriam que ser submetidos a uma cirurgia para que uma criança chegasse a ser efetivamente beneficiada (número necessário a tratar). No entanto, pelos motivos já explicitados, especula-se que, caso o que determina a lei sancionada seja realmente seguido, o número de crianças tratadas sem necessidade seria grande. Portanto, esse programa de rastreamento pode causar reais malefícios aos bebês e às suas mães, uma vez que as crianças poderão ser submetidas a uma cirurgia desnecessária, e a mães poderão desenvolver transtornos psicológicos e de ansiedade ao serem informadas que seus filhos recém-nascidos são portadores de uma anormalidade (Hewlett & Waisbren, 2006). Deve-se ressaltar também que todo programa de triagem deve ser acompanhado de um processo de preparação dos profissionais de saúde para aplicar corretamente os testes propostos, informar os pacientes sobre os riscos e benefícios da triagem e encaminhar os pacientes que testarem positivo para unidades de saúde que realizem testes adicionais confirmatórios e/ou o tratamento da condição.
Esses quatro pontos, em especial, evidenciam o quanto a obrigatoriedade de aplicação do “Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês” a todos os recém-nascidos do país é problemática.
Além desses aspectos, outros pontos podem ser levantados que reforçam a posição contrária à obrigatoriedade da realização do “Teste da Linguinha”.
  • Dificuldade de realização do teste: Tem sido observado uma dificuldade técnica em se realizar o teste de forma adequada na maior parte dos locais. A confiabilidade inter- e intra-examinador tem sido menor do que os valores encontrados no estudo de validação do teste, e há evidências de estudos preliminares de que a aplicação correta do teste requer treinamento prévio exaustivo (Simão et al., 2016).
  • Custos envolvidos para a realização do protocolo: Não se tendo comprovação, a partir dos resultados de ensaios clínicos controlados, de que a triagem neonatal para anquiloglossia é eficaz para reduzir o desmame precoce e os prejuízos à saúde da criança decorrentes desse evento, os escassos recursos destinados à saúde estariam sendo desperdiçados para que a execução do teste seja realizada da forma como é proposta. O custo adicional decorrente da necessidade de contratação de profissionais para adequar as maternidades à nova lei, bem como os custos envolvidos com a capacitação desses profissionais e com o aumento do número de cirurgias não parece ser justificado por um benefício comprovado decorrente da triagem obrigatória.
  • Evidência de benefício da cirurgia baseada em evidência de baixa qualidade: Uma das propostas da lei é que a avaliação inicial permita indicar a frenotomia já na maternidade, visando a melhora na amamentação. Embora haja indicação de benefício quando a cirurgia é realizada nos casos em que há problemas de amamentação, essa indicação advém de estudos não randomizados e de estudos clínicos com baixa qualidade metodológica e que não consideram desfechos clinicamente importantes (ganho adequado de peso nas primeiras semanas de vida ou manutenção da amamentação exclusiva por um período adequado, por exemplo). Ou seja, a efetividade da cirurgia de frenotomia é baseada em evidência fraca (Ito et al., 2014; Francis et al., 2015; Power & Murphy, 2015; Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health, 2016). Portanto, estudos clínicos randomizados bem delineados e avaliando desfechos clínicos importantes são necessários para aumentar a força de evidência do procedimento.
Considerações finais
      Diante de todos esses aspectos, a Associação Brasileira de Odontopediatria se posiciona contrária à obrigatoriedade de aplicação do “Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês” (Teste da Linguinha) na triagem neonatal e, no atual estágio de conhecimento científico sobre o tema, considera prudente restringir a avaliação da possível interferência do freio lingual na amamentação aos casos individuais em que seja constatada dificuldade de amamentação nas primeiras semanas de vida, já fora da maternidade. Em caso de evidência de que a anquiloglossia seja a causa da dificuldade de amamentação, a indicação da cirurgia de frenotomia pode ser considerada.
Referências
Teste da linguinha [Internet]. Brasília (DF): Congresso Nacional; 2014. [ citado 16 fev. 2017  ]. Disponível em: http://www.abramofono.com.br/wp-content/uploads/2014/10/testelinguinha_2014_livro.pdf
Andermann A, Blancquaert I, Beauchamp S, Dery V. Revisiting Wilson and Jungner in the genomic age: a review of screening criteria over the past 40 years. Bull World Health Organ. 2008; 86:317-9. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18438522 >
Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health. Frenectomy for the Correction of Ankyloglossia: A Review of Clinical Effectiveness and Guidelines [Internet]. 2016 Jun 15. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK373454/
Francis DO, Krishnaswami S, McPheeters M. Treatment of ankyloglossia and breastfeeding outcomes: a systematic review. Pediatrics. 2015;135:e1458-66.
Haynes RB, Sackett DL, Guyatt GH, Tugwell P. Clinical epidemiology: how to do clinical practice research. 3rd ed. Philadelphia: Lippincott Williams and Wilkins; 2006.
Hewlett J, Waisbren SE: A review of the psychosocial effects of false-positive results on parents and current communication practices in newborn screening. J Inherit Metab Dis 2006;29:677-682.
Ito Y. Does frenotomy improve breast-feeding difficulties in infants with ankyloglossia? Pediatr Int. 2014;56:497-505.
Martinelli RLC, Marchesan IQ, Rodrigues AC, Berretin-Felix G. Protocolo de avaliação do frênulo da língua em bebês. Rev CEFAC. 2012; 14:138-45.
Martinelli RLC. Validação do Protocolo de avaliação do frênulo da língua em bebês. [Tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia de Bauru; 2015.
Power RF, Murphy JF. Tongue-tie and frenotomy in infants with breastfeeding difficulties: achieving a balance. Arch Dis Child. 2015;100:489-94
Rowan-Legg A. Ankyloglossia and breastfeeding. Paediatr Child Health. 2015;20:209-18.
Segal LM, Stephenson R, Dawes M, Feldman P. Prevalence, diagnosis, and treatment of ankyloglossia: methodologic review. Can Fam Physician. 2007;53:1027-33.

Simão CAB, Sudo ARC, Massa GS, Almeida LC, Filizzola P, Marsillac MWS, Barja Fidalgo F, Oliveira BH. Avaliação da confiabilidade e validade do Teste da Linguinha utilizado na triagem neonatal. Braz Oral Res. 2016; 30 (Suppl 1): 50.
Wilson J, Jungner G. Principles and practice of screening for disease.   World Health Organization; 1968. Disponível em: < http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/37650/17/WHO_PHP_34.pd
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Curso do Método das Boquinhas Cambé-PR

A Semana de Capacitação das Apaes do Paraná foi realizada com o apoio da SEED, contemplando a metodologia educacional Método das Boquinhas! A federação das Apaes menciona o método como o melhor e mais completo para alfabetizar alunos especiais ou não, com ou sem dificuldades escolares. Com todo apoio, iremos iniciar o ano letivo com o curso de Alfabetização e Treino com Boquinhas na Apae de Cambé-PR no dia 18 de março. Serão 8 horas de curso, oferecido ao público que queria capacitar-se e diminuir o fracasso escolar do seu aluno ou paciente! Abaixo o banner e contato! Apenas 50 vagas!
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Fonoaudiologia e Ortodontia: Língua no lugar errado pode causar problemas ortodônticos!


Órgão responsável pela deglutição tem importância também para a configuração dos dentes.
Não é só nossa coluna vertebral que precisa estar posicionada corretamente para evitar problemas de saúde. Acredite, também existe uma postura para a língua. Ela deve estar encostada no palato, e a ponta deve tocar nos quatro dentes frontais superiores. A pressão é leve. Além disso, na hora de engolir o alimento, a língua não pode empurrar os dentes.
De acordo com o dentista britânico John Mew, diretor da London School of Facial Orthotropics, o posicionamento incorreto da língua, a deglutição inadequada e a musculatura fraca dela alteram todo o crescimento da mandíbula. Portanto, quanto mais cedo for identificado o problema, melhor. Mew é o responsável pela criação do conceito de ortotropia na odontologia, que foca no crescimento facial. Segundo o especialista, diferentemente da ortodontia, ela “trata as causas, não os sintomas”.
No Brasil, esse tipo de tratamento é ministrado de forma interdisciplinar, com acompanhamento de dentistas, ortodontistas e fonoaudiólogos. É altamente recomendável que o uso de aparelho ortodôntico seja acompanhado por um fonoaudiólogo, de modo que a língua não pressione certos dentes e eles não voltem a ficar tortos.
Clique na imagem para ampliá-la e entenda as consequências do mau posicionamento lingual! 

Importância fundamental

De importância fundamental na vida humana, a língua é um órgão que participa dos processos de deglutição, fala, mastigação e gustação. Sua superfície superior é coberta por papilas, que conferem um aspecto aveludado ao órgão. Elas são responsáveis pelo reconhecimento do sabor das diferentes substâncias e alimentos. Essa superfície é um local propício para a retenção de restos alimentares e cultura de bactérias e, por isso, deve ser higienizada tanto quanto os dentes.
A língua faz parte da estrutura crânio-mandibular, e a relação entre todos os componentes que cercam a boca é comumente comparada com um balé. Isso porque as variáveis de crescimento envolvem a adaptação harmoniosa de ossos, dentes, língua e arco dentário. Por isso, a língua está diretamente relacionada com a ortodontia, muitas vezes influenciando no desenvolvimento de deformidades.
O correto posicionamento da língua em relaxamento é colada ao palato e com a ponta tocando os incisivos (os quatro dentes centrais) superiores. Essa posição é passiva, e o paciente não deve se preocupar em mantê-la, uma vez que o vácuo formado entre a língua e o palato garante o posicionamento elevado da língua. A posição é mantida como se houvesse uma ventosa, e o toque deve ser leve e sem força, tanto nos dentes quanto no “céu da boca”.
A vedação labial é imprescindível para que esse vácuo se forme. Por isso, pacientes que respiram pela boca têm o posicionamento da língua incorreto, favorecendo problemas ortodônticos como mordida cruzada, mordida aberta, atresia maxilar, apinhamento e retrusão mandibular.
Em casos de macroglossia – crescimento anormal da língua -, o órgão atinge tamanho desproporcional ao da cavidade bucal. Assim, a língua exerce pressão excessiva nos arcos dentários, contribuindo para a movimentação ortodôntica inadequada. Clinicamente, o excesso de força lingual sobre os dentes é facilmente revelado pela presença de borda lingual “amassada”.
Nem sempre a força lingual excessiva é consequente de macroglossia. É muito mais comum que isso ocorra de um vício involuntário do paciente, que se acostuma a uma postura inadequada do órgão ou coloca piercings e desenvolve o hábito de “brincar” com o objeto dentro da boca.
Para corrigir a influência negativa da língua no arco dentário, é necessário identificar exatamente a causa, promovendo a reprogramação da posição lingual. No caso da macroglossia, a correção por meio de cirurgia de redução é necessária, mas as causas posturais podem ser tratadas com intervenção da ortodontista, otorrinolaringologista – no caso de respiração bucal – e conscientização do paciente em relação a seus vícios.

A importância do fonoaudiólogo

Se você usa aparelhos ortodônticos para realinhar os dentes, pode precisar do acompanhamento de outro profissional, além do dentista: o fonoaudiólogo. Isso porque o mau posicionamento da língua pode reduzir a eficácia do tratamento, impedindo que o sorriso fique alinhado ou mesmo atrasando os resultados esperados.
“A postura da língua é apontada como uma das principais causas da ocorrência de recidivas do mau posicionamento dentário. Por exemplo: um paciente com uso prolongado de chupetas está acostumado a repousar a língua entre os dentes anteriores (da frente). Durante o tratamento ortodôntico, este espaço é gradualmente fechado com o aparelho ortodôntico, mas pode abrir novamente, em decorrência da força muscular contínua exercida pela língua”, explica a ortodontista Melanie Gedanke.
Em seu consultório, o fonoaudiólogo Rêniton Moreno recebe pacientes encaminhados pelos dentistas para um tratamento complementar ao uso de aparelhos. Com as alterações no alinhamento dos dentes, esses pacientes precisam reaprender a falar, deglutir, respirar e até mesmo repousar com a língua na posição correta. “Cada tratamento tem uma duração específica, de acordo com o caso, e os resultados são muito bons. O atendimento multidisciplinar é importante para uma série de pacientes”, afirma o especialista.
No tratamento odontológico, muitas vezes, a integração da Ortodontia com outras especialidades da área da saúde é fundamental para obter o resultado desejado. Dentre essas especialidades, a Fonoaudiologia tem papel multidisciplinar na melhoria das funções reparadores e estéticas da Ortodontia. Angle, em 1907, já afirmava que a respiração oral seria a mais potente e constante causa da maloclusão, causando desenvolvimento assimétrico dos músculos, ossos do nariz, maxila, mandíbula e uma desorganização das funções exercidas pelos lábios, bochechas. A saliva é deglutida aproximadamente uma vez a cada dois minutos durante o dia e uma vez a cada três minutos durante a noite. Se a língua estiver posicionada inadequadamente, a força exercida colocará a perder o melhor tratamento ortodôntico para a mordida aberta anterior, por exemplo.
“A recidiva é praticamente certa, pois a causa ou pelo menos uma das causas principais não foi tratada. Não poderemos obter sucesso terapêutico sem o trabalho multidisciplinar nesses casos”, informa Deli Montanari Navas, Fonoaudióloga e Doutora em Ciências na área de Fisiopatologia Experimental pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Assim, os pacientes portadores de alterações miofuncionais orais devem ser avaliados e acompanhados por pelo menos três profissionais: o ortodontista, o fonoaudiólogo e o médico otorrinolaringologista e/ou alergista. “O comprometimento da musculatura e das funções orofaciais leva a uma modificação da forma ou mesmo da oclusão dentária”, acrescenta.
Como a ciência que objetiva, na especialidade de motricidade oral, o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias, atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional, a Fonoaudiologia trabalha com a Fonoterapia nos casos de distúrbios orofaciais aplicando exercícios que são capazes de corrigir a respiração bucal, padrões de mastigação e deglutição, bem como vícios posturais da língua, de forma a cooperar com a Ortodontia. Mas para que o sucesso no tratamento seja alcançado, é imprescindível que o ortodontista identifique a necessidade da Fonoterapia e encaminhe o paciente ao fonodiólogo.
De acordo com a doutora Deli, todos os casos em que o ortodontista suspeite de possível comprometimento da musculatura orofacial, tanto em relação ao tônus muscular e as funções quanto em relação a postura dos órgãos fonoarticulatórios – lábios, língua e bochechas – devem ser encaminhados para avaliação e tratamento.
“Funções orofaciais compreendem a respiração, o sopro, a sucção, a mastigação, a deglutição e a fala. A postura é definida como a posição de repouso, ou seja, a forma como o paciente mantém os lábios e a língua quando não está exercendo atividades de fala. É importante a postura da língua e a atividade da musculatura orofacial no momento da deglutição”, explica.
Geralmente, o comprometimento das funções orofaciais é indicativo de alterações muscular e postural, com exceção da fala. Isto porque entre os distúrbios articulatórios existem os chamados distúrbios fonológicos, mais frequentes em crianças que apresentam alterações na produção dos sons da fala, sem que haja comprometimento da habilidade motora. Sua origem é atribuída a alguma dificuldade de organização entre a percepção e a produção da fala. Mas o correto diagnóstico só pode ser feito por um profissional especializado; por isso a Ortodontia, que trata da forma, e a fonoaudiologia, que cuida da função, têm que trabalhar em conjunto, avaliar as possibilidades, trocar informações e planejar o melhor tratamento.
Para a doutora Deli, o início do tratamento é o momento ideal para que o ortodontista encaminhe o paciente ao fonoaudiólogo, de preferência durante o período de estudo do caso. “Acredito que o diagnóstico e o planejamento terapêutico seriam muito mais fáceis e corretos se houvesse uma associação fonoaudiológica e ortodôntica”, ressalta. Por outro lado, caso o paciente passe primeiro por um fonoaudiólogo e este perceber qualquer tipo de alteração oclusal, deve encaminha-lo a um ortodontista para avaliação e planejamento terapêutico.
“Não existem regras, pois há muitas variáveis entre os casos. A melhor atitude é a discussão entre os profissionais, caso a caso, para sabermos qual tratamento devemos priorizar”, pondera doutora Deli. Como exemplo, ela cita algumas discrepâncias entre maxila e mandíbula no sentido vertical ou sagital, em que o fechamento labial torna-se impossível, impedindo o estabelecimento do padrão respiratório nasal. “Nestes casos, seria indicado primeiramente um aprimoramento da condição morfológica para melhores resultados posteriores no tratamento fonoaudiológico. É muito importante que o ortodontista, quando em casos de suspeita de alteração miofuncional oral, não finalize o tratamento sem uma avaliação fonoaudiológica prévia, pelo risco de recidivas”, completa.
O tratamento com Fonoterapia abrange todas as faixas etárias, ou seja, não existe um limite de idade para submeter-se aos exercícios. Segundo a doutora Deli, o que importa, na verdade, é o caso e a motivação. “Os adultos têm uma plasticidade menor, mas o que vale mesmo é o empenho, pois muitos dos exercícios requerem atenção e dedicação”, garante. Existem alguns casos que são mais difíceis de se trabalhar, como por exemplo, quando a morfologia não ajuda, e o paciente entre a cavidade oral e a língua.
Na verdade, o sucesso do tratamento fonoaudiológico depende de uma eficiente respiração nasal. Tanto as obstruções causadas por hipertrofias adenoamigdalinas como as alergias ou rinites dificultam o sucesso terapêutico. Por isso, nos casos de obstruções nasais é fundamental, já na avaliação, encaminhar os pacientes para o tratamento. Sem a desobstrução das vias áreas superiores, o tratamento fonoaudiológico fica extremamente comprometido ou impossibilitado, causando desgaste do paciente e resultados pobres. “O que mantém o tônus muscular é a posição de repouso adequada: respiração nasal, boca fechada e postura de língua correta. Se o paciente não consegue respirar bem pelo nariz, a boca fará esse trabalho, comprometendo o tratamento”, esclarece.
Outro fator importante, de acordo com a doutora Deli, é a motivação do paciente e da família para o tratamento, que muitas vezes exige exercícios diários. “O processo de motivação é iniciado a partir da forma como o paciente foi encaminhado para o tratamento fonoaudiológico. O profissional que o encaminha deve explicar previamente sobre a importância desse tratamento para o sucesso no resultado final: ortodôntico e fonoaudiológico, informando que são interdependentes. Todas as técnicas utilizadas pelo fonoaudiólogo devem ser explicadas ao paciente, utilizando linguagem adequada para cada idade, para que este esteja envolvido no processo terapêutico, obtendo assim resultados mais rápidos e satisfatórios, antes que a motivação se esvaia. Os músculos orofaciais respondem muito rapidamente ao trabalho miofuncional, quando bem orientado e executado. Os resultados rápidos funcionam como reforço positivo a continuidade do tratamento. Normalmente os resultados fonoaudiológicos são conseguidos muito anteriormente aos resultados ortodônticos. Portanto, os pacientes permanecem em acompanhamento por períodos mais espaçados e prolongados até o final completo do tratamento, aproveitando este tempo para a garantia do processo de automotivação dos padrões e posturas trabalhados, realizado pelo sistema nervoso central”, destaca.

A fonoaudiologia pode atuar ainda na prevenção dos distúrbios orofaciais, por meio de orientação as mães ainda na maternidade. A forma correta da amamentação, a introdução das diversas consistências de alimentos no momento certo e a atenção com relação aos possíveis hábitos nocivos da criança, como chupar chupeta e dedos por período prolongado, são fatores essenciais para evitar problemas no padrão de deglutição infantil e que podem ocasionar mal-posicionamento dos dentes.

Fonte: www.lersaude.com.br
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Atraso na fala? Pode ser Apraxia Verbal de Fala!


A Apraxia (ou "Dispraxia") é um distúrbio de origem neurológica que consiste no envio incorreto de informações para o cérebro planejar e executar determinados movimentos. Ela pode ser classificada como Global (quando acontece em várias partes do corpo), Oral (na boca e seus movimentos) e/ou Fala (ou verbal, na qual a dificuldade é específica para a produção dos sons de fala), os fatores que causam Apraxia não são totalmente conhecidos e esse distúrbio pode acontecer (ou não!) em paralelo com outros – por exemplo, Transtorno Sensorial ou do Espectro Autista.
Você conhece alguém que apresenta a marcha do andar alterado ou não consegue movimentar a mão de forma adequada? Isso pode ser resultado da falha cerebral no envio das informações à perna ou à mão. O mesmo acontece para a produção da fala. A modelagem de cada som é dada por diferenças milimétricas e dos movimentos de língua, lábios, céu da boca e dentes. Por isso, qualquer falha nas etapas de processamento, planejamento e execução causa uma alteração. Por isso, muitas vezes a criança fala uma coisa querendo dizer outra. Exemplo: em vez de casa, ela diz caca, ate ou api. Essa é uma fala bem aquém do esperado, mas é notório que ela sabe exatamente o que queria dizer.
Segundo a ASHA, o diagnóstico diferencial de Apraxia só deve ser conclusivo aos 3 anos de idade. Entretanto, se houver uma desconfiança antes dessa época, o paciente deve ser acompanhado em terapia diagnóstica, cujo trabalho é voltado para as alterações já pontuadas naquela criança. Os principais sinais Apraxia de Fala na Infância são:
- Até os 12 meses: Os bebês são muitos calados e/ou têm um repertório limitado de balbucios, apesar de interagirem bem com os adultos;
- Entre 12 e 18 meses: Quando se espera que as crianças aumentem o vocabulário, as crianças com AFI podem ter perda de palavras já faladas anteriormente;
- Por volta dos 2 anos de idade: É diagnosticado um atraso no desenvolvimento de linguagem oral;
- Aos 3 anos de vida: Nessa fase, as crianças já são bem compreendidas, apesar de um erro ou outro de pronúncia, mas as que têm Apraxia de Fala podem ainda nem estar falando ou podem ter a fala bastante ininteligível, com erros de pronúncia que mudam muito e que são incomuns (por ex: trocas de vogais), dificuldade de falar as palavras com mais sílabas, omissão da primeira sílaba.
- Desde a primeira infância: dificuldade de imitação (ex: mostrar a língua, fazer careta, se houver Apraxia Oral associada à AFI), alterações de produção e articulação dos sons da fala e na melodia (prosódia) da fala e acentuação das sílabas. Elas podem falar um determinado som (por ex: “p”) em algumas palavras (por ex: "pá", "papai") e omissão deste mesmo som na repetição de outras palavras mais difíceis  ("pedido", "parque", "capa") ou em momentos de fala espontânea.
Vale ressaltar que, como em qualquer distúrbio, os sinais da Apraxia de Fala podem variar em menor ou maior grau e em presença/ausência, o que torna o diagnóstico bem complexo. Então, o que vocês, enquanto pais, familiares e profissionais de crianças, precisam se atentar e procurar um fonoaudiólogo:
•  Se a criança não está acompanhando as etapas do desenvolvimento de linguagem. Lembrem-se de que não é normal demorar para falar!
•  Se a ausência/alteração da fala não é justificada por alterações na estrutura muscular da região da boca, auditivos ou psicossociais.
•  Se o ambiente é rico em estimulação, os pais ficam horas brincando com ela, está bem adaptada à escola, e a inteligência está preservada e mesmo assim há algumas falhas.
•  Se a criança está em um longo processo terapêutico fonoaudiólogico (há mais de um ano), mas não há avanços visíveis no quadro apresentado pela criança.
As pesquisas no Brasil nesta área ainda estão caminhando, bem como a formação de profissionais especializados. Por isso, nem sempre é possível fazer um diagnóstico rápido e eficaz.
Então, a sugestão é: lute por uma intervenção adequada e precoce que vise o treinamento intensivo de fonoterapia. Às vezes, o esforço pode demorar um pouquinho mais do que gostaríamos, mas vamos possibilitar a comunicação das nossas crianças!

Fonte: http://apraxiabrasil.org

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T.E.A em Superação!!!

Matéria retirada do blog  T.E.A em Superação - Rafael Yuri Cardoso 
Atualmente, estou ensinando um estágio onde os meus alunos (que são realmente professores recebendo seu mestrado em educação especial) estão ensinando os alunos com necessidades especiais. Alguns desses professores se deparam com os alunos com autismo pela primeira vez e ter sentido alguma ansiedade sobre isso para que eles pediram algumas idéias e estratégias para ajudá-los em sala de aula. Estas são algumas das sugestões que dei a eles que eu tenho usado em sala de aula com sucesso.
1. Use-tarefa de análise muito específicos, as tarefas em ordem sequencial.
2. Mantenha sempre a sua linguagem simples e concreto. Obtenha seu ponto de vista em tão poucas palavras quanto possível. Normalmente, é muito mais eficaz do que dizer "Pens-se, feche o seu jornal e se alinham para ir lá fora" do que "Parece tão bom fora. Vamos fazer a nossa lição de ciência agora. Assim que você terminar o seu texto, feche os livros e se alinham na porta. Vamos estudar as plantas ao ar livre hoje. "
3. Ensinar regras sociais / habilidades específicas, tais como a troca de turno e distância social.
4. Dar menos opções. Se uma criança é convidado a escolher uma cor, digamos, vermelho, apenas dar-lhe 2-3 opções para escolher. Quanto mais escolhas, mais confuso uma criança autista se tornará.
5. Se você fizer uma pergunta ou dar uma instrução e são recebidos com um olhar vazio, reformular a sua frase. Pedir a um aluno que disse ajuda a esclarecer que você tenha sido compreendido.
6. Evite o uso de sarcasmo. Se um estudante acidentalmente bate todos os seus papéis no chão e você diz "Great!" Você será levado literalmente e esta ação pode ser repetida em uma base regular.
7. Evite o uso de expressões idiomáticas. "Coloque seu pensamento bonés em", "Abra seus ouvidos" e "Zipper seus lábios" vai deixar um aluno completamente mistificado e se perguntando como fazer isso.
Estratégias de Educação Especial
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8. Dar escolhas muito claras e tentar não deixar as escolhas em aberto. Você é obrigado a obter um melhor resultado, perguntando "Você quer ler ou desenhar?" Do que perguntando "O que você quer fazer agora?"
9. Repita as instruções e verificando o entendimento. Usando frases curtas para garantir a clareza das instruções.
10. Fornecer uma estrutura muito clara e um conjunto rotina diária, incluindo o tempo para o jogo).
11. Ensinar o que "acabados" meios e ajudando o aluno a identificar quando algo terminou e algo diferente começou. Tire uma foto do que você quer o produto acabado para parecer e mostrar ao aluno. Se você quer o quarto limpo, tirar uma foto de como você quer que ele procure algum tempo quando se está limpo.Os alunos podem usar isso para uma referência.
12. Fornecer aviso de qualquer mudança iminente de rotina, ou o interruptor de atividade.
13. Dirigindo-se ao aluno individualmente em todos os tempos (por exemplo, o aluno pode não perceber que uma instrução dada a toda a classe também inclui a ele / ela. Chamando o nome do aluno e dizer "Eu preciso que você escute isso, pois isso é algo para você fazer "pode ​​funcionar algumas vezes, outras vezes o aluno terá de ser abordada individualmente).
14 Utilizar vários meios de apresentação -. Visual, orientação física, modelagem de pares, etc
15. Reconhecendo que alguma mudança na forma ou pode reflectir o comportamento de ansiedade (o que pode ser desencadeada por uma mudança [menor] de rotina).
Ensinar links Carreira
·  16 Não tendo comportamento aparentemente rude ou agressivo, pessoalmente; e reconhecendo que a meta para a ira do aluno pode estar relacionado com a origem do que raiva.
17. Evite superestimulação. Minimizar / remoção de distracters, ou fornecer acesso a uma área de trabalho individual ou de cabine, quando uma tarefa que envolve concentração está definido. Displays de parede coloridos podem ser uma distração para alguns alunos, outros podem achar ruído muito difícil de lidar.
18. Buscando vincular trabalho a interesses particulares do aluno.
19. Explorando de processamento de texto, e aprendizagem baseada em computador para a alfabetização.
20. Proteger o aluno a partir de provocação de tempos livres e proporcionando pares com alguma consciência de seus / suas necessidades particulares.
21. Permitir que o aluno, para evitar determinadas atividades (como esportes e jogos) que ele / ela pode não entender ou gostar; e suporte ao aluno em tarefas abertas e de grupo.
22. Permitir que algum acesso a um comportamento obsessivo como uma recompensa para os esforços positivos.
 
 


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Microcefalia: Zika vírus, saiba mais!


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Alfabetização com o Método das Boquinhas em Cascavel-PR

          Você conhece o Método das Boquinhas? Metodologia de alfabetização aprovada pelo MEC para tanto alfabetizar e intervir nos Distúrbios e Dificuldades de Leitura e Escrita, além claro, das Dislexias. O Método visa o trabalho de forma concreta, utilizando de forma multissensoriais as entradas de conexões cerebrais para aprendizagem.
          Com os conhecimentos das neurociências e neuroimagens atuais pode-se afirmar que a Metodologia Boquinhas sendo multissensorial e fonovisuoarticulatória, atua no córtex cerebral pré-frontal. Essa constatação baseia-se no fato de que a área de Broca, situada nessa região, responsável pela articulação das letras é fortemente ativada com o trabalho de Boquinhas, favorecendo de maneira rápida, concreta e eficaz a aquisição da leitura e escrita. Segundo as pesquisas, ao aprendermos a ler, e mesmo quando nos tornamos bons leitores, sempre executamos uma articulação dos fonemas,mesmo que de forma não explícita (Dehaene, 2012; Germano 2008; Gindri et al.,2007; Mulas et al, 2006; Pekkola et al., 2006; Badley, 2003). Como consequência, podemos afirmar, seguramente, que Boquinhas traz benefícios à memória imediata (loop – caminho fonológico), à memória de longa duração (loop– caminho articulatório), à atenção e, consequentemente, à cognição de um modo geral,melhorando as capacidades fonológicas dos usuários.
 
A cidade de CASCAVEL-PR, será sediada com o Curso nos dias 14 e 15 de novembro! Façam suas inscrições! Vagas LIMITADAS!!!

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Mitos sobre Aleitamento Materno

Texto da jornalista Fernanda Gentil sobre amamentação fortalece cinco mitos sobre aleitamento materno; veja quais são



Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida do bebê, média brasileira é de 54 dias



Valéria Mendes - Saúde Plena Publicação:05/10/2015

No último sábado (03/10), a jornalista Fernanda Gentil
usou seu perfil no Facebook para compartilhar com seus seguidores a razão de deixar de amamentar Gabriel, seu filho de 2 meses. O texto que já foi compartilhado por quase 40 mil pessoas parece ter ressoado nas histórias de muitas mulheres brasileiras que também não tiveram sucesso no aleitamento materno. O tema é extremamente delicado porque, apesar de no Brasil a cultura da amamentação ter se perdido em razão do uso indiscriminado de fórmulas a partir das décadas de 70 e 80, é de conhecimento público que o leite materno é o melhor alimento para o bebê.
Assim, é muito comum que as mães se sintam exclusivamente culpadas em razão de uma amamentação mal sucedida, sem se atentarem para o fato de as campanhas de apoio ao aleitamento materno venderem uma ideia equivocada de que o bebê já nasce sabendo mamar ou de que amamentar é algo que não tenha nenhuma dificuldade. Além disso, não se pode desconsiderar a falta de apoio de muitas maternidades que oferecem leite artificial para os bebês nos berçários. Tanto o bico da mamadeira quanto a chupeta confundem o recém-nascido e dificultam o sucesso da amamentação, mas mesmo assim são oferecidos em instituições de saúde pelo país afora.
O Saúde Plena conversou com duas especialistas em aleitamento materno para pontuar os argumentos usados por Fernanda Gentil e que pautaram a decisão da jornalista em oferecer o leite artificial ao filho. A expressão “menos mãe”, muito propagada na internet em assuntos que envolvem parto, amamentação e maternidade, não cabe nessa discussão que não tem por objetivo julgar a particularidade dessa história. O importante é rebater os principais mitos que envolvem o aleitamento materno e ainda vigoram no Brasil, país com baixas taxas de adesão à amamentação.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida do bebê e a média brasileira é de 54 dias.

Veja o texto de Fernanda Gentil:

Amamentar é automático?

 A enfermeira obstetra, membro do Comitê de Aleitamento Materno do Hospital Sofia Feldman e avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança do Ministério da Saúde, Cintia Ribeiro Santos, e a pediatra e uma das moderadoras do Grupo Virtual de Amamentação (GVA), com quase 60 mil membros, Paula Marconi, lembram que a amamentação é um ato natural e fisiológico e não, automático. “Precisamos quebrar esse paradigma porque fica parecendo que o corpo é uma máquina. Se a mulher já vem preparada desde a gravidez para esse momento, o processo de amamentação vai se iniciar da forma mais fisiológica e natural possível. Uma das iniciativas prioritárias para o sucesso da amamentação é contato precoce pele a pele na primeira hora de vida do bebê. Logo depois que a criança nasce, ela deve ser colocada sem roupa no tórax da mãe. Esse momento vai favorecer o vínculo e o afeto entre mãe e filho. Nessa troca de amor e carinho, o bebê vai conhecer o cheiro da mãe e, por si só, vai procurar pelo seio da mãe. É aí que vai se iniciar o processo da aprendizagem da amamentação que deve acontecer de fomar natural, serena e tranquila”, reforça Cíntia.
A pediatra Paula Marconi lembra ainda que as campanhas de amamentação que mostram a mulher sempre feliz com um bebê gordinho no colo reforçam essa ideia de que amamentar é algo automático: “Não é assim. O bebê não nasce sabendo mamar, ele tem reflexos de sucção e de busca pelo peito materno, mas ele precisa de ajuda para aprender a pega correta (boca em formato de peixe abocanhando toda a aréola e não apenas o mamilo) e vai precisar sugar algumas vezes para também aprender que precisa parar para respirar. É natural, mas não é automático. A mulher que deu à luz não necessariamente foi bem orientada em relação à amamentação e ela pode, sim, ter dificuldades e se sentir culpada por se espelhar numa imagem perfeita propagada por essas campanhas".
Todos os tipo de bico de peito possibilitam a amamentação. A criança abocanha a aréola e não o bico
 

Mamilo invertido, mamilo plano ou mamilo semiplano

 Esse é um dos principais mitos que ainda persistem em relação ao aleitamento materno e muitas mulheres que têm mamilo invertido, plano ou semiplano sequer tentam amamentar seus bebês. “O bebê não mama no bico e ele não precisa de mamilo para mamar, ele necessita é da região areolar (parte mais escura da mama) para se alimentar”, afirma a enfermeira obstetra Cíntia Ribeiro Santos.
Paula Marconi sugere uma orientação especializada para evitar dificuldades com a amamentação. “O bebê ordenha a mama inteira da mãe e, com a consolidação da amamentação, o bico vai se formando com o passar do tempo”, reforça. A pediatra afirma ainda que é muito comum que mulheres nessas condições utilizem bico de silicone, mas ela reforça que, além de não ser necessário, pode prejudicar a amamentação.

Prótese de silicone e cirurgia nas mamas impedem amamentação

 A pediatra Paula Marconi diz que qualquer procedimento realizado nas mamas pode lesar os ductos mamários e, nesse caso, ser um dificultador, mas não um impeditivo da amamentação. A especialista reforça que as técnicas cirúrgicas estão cada vez mais sofisticadas e que existe uma preocupação e um cuidado do cirurgião plástico ou mastologista em não lesar esses ductos já pensando no aleitamento materno. “Mesmo mulheres que precisaram tirar uma quantidade grande de tecido mamário podem conseguir amamentar”, afirma.
Cíntia Lima reforça que na grande maioria dos casos a mulher não terá problema nenhum para amamentar. “É um mito que se planta na cabeça da mulher que fez uma cirurgia na mama. Nesses casos, a mulher precisa ser avaliada individualmente. Mesmo em caso de lesões de ductos mamários, é possível, por exemplo, que a mulher tenha dificuldade maior em alguma das mamas, mas na outra, não. Os cirurgiões têm a preocupação de preservar ao máximo a integridade da mama porque faz parte da cultura da mulher amamentar, mas não faz parte dessa cultura ter apenas um peito bonito. Precisamos resgatar o empoderamento feminino e fazer a mulher acreditar de que ela é capaz. Se ela tiver apoio, pode até enfrentar dificuldades, mas vai superá-las”, observa.

‘Meu leite secou’

A 'fórmula mágica' para o sucesso da amamentação é bebê sugando e a pega e o posicionamento corretos. “Dentro da maternidade a mulher precisa receber o apoio da equipe de saúde para ser orientada em relação à pega e ao posicionamento do bebê. As mulheres precisam saber que desde quando engravidam o organismo já começa a ser preparado para o processo de amamentação com a produção do hormônio prolactina. Com a sucção do bebê, ocorre um aumento na produção de leite. Para uma mãe produzir leite, só é preciso um bebê sugando”, explica Cíntia.
(MamaTutti / Reprodução Internet)
Tanto é que algumas mães adotivas conseguem amamentar seus filhos mesmo sem o terem gestados. Isso é possível pelo processo de translactação em que a mulher coloca uma sonda no peito e que está fixada com micropore próxima à região areolar e conectada a uma seringa, copo ou recipiente seguro. O bebê suga e, por essa sucção, ele começa a estimular a produção de leite da mãe adotiva.

Paula Marconi diz que a hipogalactia materna (produção de pouco leite) atinge 1% das mulheres.
Além da sucção do bebê, a mãe deve estar bem emocionalmente e receber apoio familiar e também de profissionais de saúde. Nas dificuldades que porventura apareçam, a mulher precisa ser fortalecida da sua capacidade em alimentar o próprio filho e não escutar que “tem pouco leite” ou que “o bebê está com fome” e ainda que “ele vai dormir melhor se alimentado por leite artificial”. "É o contrário, estudos mostram que o bebê que se alimenta de leito materno dorme melhor do que aquele que toma leite artificial", pondera Paula Marconi.

A pega correta ou pega boa é quando o bebê abocanhar toda a aréola e não apenas do bico do seio


Dor na amamentação

 Amamentar não dói, se está doendo, a mulher deve procurar ajuda de um profissional de saúde para ser orientada. Cíntia Ribeiro Santos diz que o primeiro elo de dificuldade da amamentação costuma ser a fissura do seio e, consequentemente, a dor. “A mulher precisa sair de dentro da maternidade sabendo, além de qual é a pega e o posicionamento corretos, como fazer a extração manual do leite. "Em casos de mamas muito cheias pode ser necessário esvaziá-las um pouco antes de oferecê-las ao bebê. “Na primeira dificuldade em relação à amamentação, a mulher deve procurar ajuda na maternidade onde deu à luz, nos centros de saúde ou em postos especializados em aleitamento materno”, reforça. Em Belo Horizonte, a Maternidade Odete Valadares e o Hospital Sofia Feldman são referências nesse tipo de atendimento.
E mais
Além de tudo isso, a mãe deve saber que o colostro é alimento e é tudo o que o bebê precisa nos primeiros dias de vida. “O colostro alimenta e sacia. Quando um bebê nasce, o estômago é do tamanho de uma cereja e a quantidade de colostro que sai é suficiente para alimentá-lo. Com o passar dos dias, o estômago aumenta e coincide com a apojadura (descida do leite) que acontece geralmente no terceiro ou quinto dia depois do nascimento, mas pode demorar um pouco mais”, explica a pediatra Paula Marconi.

A especialista reforça ainda que são raras as situações em que a amamentação realmente não será possível. “Algumas doenças maternas como o hipotiroidismo ou problemas neurológicos do bebê que dificultem a sucção podem ser impeditivos da amamentação”, observa.


Tamanho do estômago de um recém nascido



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Não queremos obrigar as mães a amamentar, mas queremos que elas tenham acesso a informação atualizado e à um apoio por profissional de saúde competente. Toda mulher tem direito a não amamentar, mas, por dificuldades pessoais e falta de disponibilidade não deve fazer apologia à mamadeira e às fórmulas infantis.

Marcus Renato de Carvalho
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