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O poder da Dominância Cerebral


Constatamos que no decorrer do tempo as pesquisas sobre o potencial humano cada vez mais vêm confirmando a natureza dual do nosso cérebro. Os antigos filósofos chineses chegaram aos conceitos de Yin (hemisfério direito) e Yang (hemisfério esquerdo) há milhares de anos; todavia só a partir do século passado foi que os médicos ocidentais começaram a pesquisar e constatar que os danos resultantes de derrames cerebrais tinham repercussões diferentes a depender da área do cérebro atingida (hemisfério direito ou esquerdo).

No início da década de 1960, Dr. Roger Sperry e sua equipe trabalhando em um grande hospital americano realizaram várias experiências com pacientes epiléticos, os quais tiveram as conexões entre os seus hemisférios cerebrais (direito e esquerdo) desfeitas através de uma cirurgia como uma maneira de reduzir os efeitos da epilepsia. Os estudos de Sperry confirmaram que os dois lados do cérebro cumprem funções diferentes. O lado esquerdo (que controla o lado direito do corpo) lida principalmente com a linguagem, a lógica e o tempo; e o lado direito, principalmente, com emoção, imaginação, visão, intuição e orientação espacial. Muitas outras experiências como essas vêm confirmando essas descobertas, e em 1983 Dr. Roger Sperry recebeu o Prêmio Nobel de Medicina pelo seu trabalho sobre dominância cerebral.



A partir de então, começaram as pesquisas para mapear e identificar qual a porção do cérebro que é mais utilizada pela maioria das pessoas e o que faz com que utilizemos mais o hemisfério direto ou o esquerdo. Acompanhando-se essas pesquisas as mesmas apontam que a família onde vivemos, a comunidade, o país, e também a educação escolar que recebemos são os responsáveis por esse desenvolvimento. Daí constatamos que, a nossa educação nos impele a aprendermos a utilizar muito mais o hemisfério cerebral esquerdo, pois a matemática, o português e a maneira como aprendemos favorece que desenvolvamos muito mais o hemisfério cerebral esquerdo.



Como era de se esperar, esse conhecimento chegou ao mundo organizacional e aquelas mais avançadas e inovadoras começaram a utiliza-lo como uma maneira interessante e inteligente, principalmente, para se montar equipes de trabalho, considerando que a diversidade favorece com que tenhamos equipes mais desenvolvidas e conseqüentemente melhores resultados.


Esses estudos foram se tornando cada vez mais sofisticados até que o pesquisador americano Ned Herrmann[1] apresentou a sua pesquisa, reconhecida mundialmente e dividindo o cérebro em quatro quadrantes com as seguintes características:


As pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a maioria dos altos executivos, gerentes e supervisores tendem a ser indivíduos que desenvolveram fortemente preferências para utilizar o lado esquerdo do cérebro e, conseqüentemente, como resultado disto as organizações tendem a focar as suas atividades em áreas que são primariamente orientadas para essas características.



Assim sendo, as atividades do lado direto são engajadas com freqüência muito menor, ao mesmo tempo, ainda segundo essas pesquisas, os indivíduos que utilizam mais o lado direito do cérebro tinham poucas chances de progredir nessas organizações.



Portanto quais são as implicações para tudo isto? Quando uma organização foca apenas as atividades que estão mais dirigidas para o lado esquerdo, logo de cara estão utilizando - quando muito 50% da sua capacidade. Ao mesmo tempo por não valorizarem as funções do lado direito tendem a ser muito burocráticas, e têm os seus focos muito mais dirigidos para a área operacional e por este motivo não conseguem se conectar com o todo.



Quando consideramos que o pensamento criativo gera um processo, através do qual utilizamos dois tipos de pensamento, ou seja, o pensamento divergente que é resultante da ação focada no hemisfério cerebral direito (adiar julgamento, imaginar, ousar, buscar novas alternativas, sair do velho paradigma), ao passo que o pensamento convergente é resultante da ação focada no hemisfério esquerdo (julga, avalia e escolhe).



É a partir daí que entendemos a importância do processo criativo nas organizações, já que o mesmo tende a gerar um movimento entre os centros de pensamento divergente e convergente.



O que podemos constatar é que na nossa sociedade despendemos mais tempo e trabalho com as nossas habilidades ligadas ao hemisfério esquerdo. Portanto, como já foi mencionado antes a educação tradicional preocupa-se muito mais com a nossa habilidade de ler, escrever, aritmética, matemática, as quais estão totalmente vinculadas ao nosso hemisfério cerebral esquerdo; ao passo que a arte, a música, a poesia, que são habilidades ligadas ao hemisfério direito não são consideradas prioritárias ou importantes.



Logo está claro e convincente que o individuo criativo não é aquele que apenas usa o lado direito do cérebro, mas principalmente aquele que sabe utilizar bem os dois hemisférios cerebrais. Só para dar exemplo, um determinado indivíduo A é um excelente artista, pinta quadros belíssimos tanto em técnica, perspectiva e qualidade de trabalho, todavia não sabe lidar com as questões monetárias relativas a sua carreira e é nada mais do que um “artista falido”; já o indivíduo B é também um fantástico profissional, seus trabalhos são belíssimos, todavia o mesmo investiu profissionalmente na sua carreira, nas suas exposições, no seu marketing profissional e portanto tem comprovadamente uma carreira de sucesso.

Qual a diferença? O indivíduo A sabe utilizar muito bem o lado direito do cérebro e por algum motivo não desenvolveu o seu hemisfério esquerdo, que planeja, age e executa; já o indivíduo B, valoriza os dois hemisférios cerebrais e, portanto, por utilizar mais seu potencial cerebral, consegue além do sucesso profissional, também encontra o desejado, procurado e importante sucesso financeiro da sua carreira.

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