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Linguagem no Adolescente e o uso da Internet

Hoje em dia estamos cercados dos mais diferentes recursos tecnológicos, como aparelho celular, caixas eletrônicos nos bancos, internet, entre outros. Nesse contexto, encontram-se os adolescentes que são uma parte da sociedade que está mais familiarizada com essa realidade.

Diante de determinadas situações, como na comunicação pela internet, percebemos que eles pertencem a uma espécie de “tribo”, ao ponto de terem sua linguagem própria, o “internetês”. Em conversas informais pela Internet, o “beleza” vira “blz”; o “beijo” se transforma em “bj” e assim por diante. Usa-se frases curtas e expressivas, palavras abreviadas ou modificadas para que sejam escritas no menor tempo possível – afinal, é preciso ser rápido na Internet.

A vantagem do uso do internetês é que a conversa fica mais natural. Se você entra em uma sala de bate-papo colocando todos os acentos corretos nas palavras, você acaba denunciando que não está acostumado com a Internet. Essa linguagem do mundo virtual foi criada para economizar tempo e espaço. Hoje em dia é usada em mensagens de celulares e em pequenos recados escritos em papel.
A escrita virtual, ou internetês, é extremamente criativa, divertida e capaz de tornar menos frio o ambiente virtual, pois as conversas em ambientes virtuais são tão descontraídas quanto aquelas que temos com os amigos no bar ou no telefone.

O uso do internetês como única opção de linguagem, aí sim é preocupante. O perigo está no fato do usuário só se dedicar a escrever e se comunicar desse modo, em tudo na sua vida. Ainda, essa forma de escrita se torna negativa quando passa a influenciar as produções de texto dos jovens. O problema vai além de “corrigir” as abreviações ou estrangeirismos que aparecem nas produções dos textos, é mais do que isso. Ressaltamos que essa influência é negativa quando passa a atingir o raciocínio dos jovens, que com a utilização constante desse tipo de linguagem, e sem o apoio adequado da escola, vão, aos poucos, limitando seu pensamento, já que, nas salas de bate-papo, os “papeadores” se comunicam através de frases curtas e abreviadas.

A saída é saber impor limites. Como tudo na vida, é preciso ter bom senso e saber a hora de usar as coisas, ou seja, saber adequar o uso dessa linguagem. Esse é o desafio, conseguir se comunicar de acordo com a exigência de cada situação, e para isso, é extremamente importante que a escola esteja atenta e estimule nos jovens o uso adequado da escrita.

Alterações de linguagem escrita que permanecem na adolescência

Crianças que apresentam dificuldades para ler e escrever, assim como dificuldades no raciocínio matemático (fazer contas) e comportamento, pode persistir na adolescência, quando não são adequadamente acompanhados na infância por um fonoaudiólogo, em conjunto com a escola e com a família.

Muitas vezes, essas dificuldades passam despercebidas, e os adolescentes são considerados “burros”, desinteressados e preguiçosos. Porém, essas dificuldades podem ser conseqüências de problemas de método de ensino da escola, problemas familiares ou do próprio adolescente (atenção, memória, problemas emocionais, entre outros).


Se esses problemas escolares continuarem na adolescência, é muito importante que o jovem seja encaminhado para um fonoaudiólogo, para que este receba o acompanhamento necessário.

Fonte: http://fonorientando.wordpress.com

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